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Nvidia parte para vender seus chips Vera à China e tenta driblar o bloqueio às GPUs de IA

Redação Voz Conectada ·3 min
Nvidia parte para vender seus chips Vera à China e tenta driblar o bloqueio às GPUs de IA
Kevin McCarthy / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Nvidia começou a oferecer seu novo processador Vera a clientes chineses, com entrega prevista já para agosto, segundo a agência Reuters. A estratégia mira recuperar mercado na China, onde as vendas das GPUs de inteligência artificial da empresa seguem travadas por controles de exportação dos Estados Unidos.

A Nvidia, empresa mais valiosa do mundo, passou a apresentar seu processador Vera a companhias chinesas de nuvem e data centers, informou a Reuters nesta sexta-feira (12). A fabricante avisou que o chip pode estar disponível já em agosto e que os pedidos já podem ser feitos.

Nvidia parte para vender seus chips Vera à China e tenta driblar o bloqueio às GPUs de IA
Sede da Nvidia, em Santa Clara (Califórnia, EUA); a empresa passou a oferecer seu processador Vera a clientes chineses. — Kevin McCarthy / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Vera é uma CPU baseada em arquitetura Arm, com 88 núcleos, projetada para cargas de trabalho de inteligência artificial agêntica. Segundo a Reuters, um único processador Vera custa bem mais de US$ 20 mil antes de descontos por volume, e um rack completo com 256 chips sai por cerca de US$ 10 milhões.

A aposta na CPU tem um motivo estratégico: processadores enfrentam restrições americanas menos severas do que as GPUs de ponta da Nvidia. O segundo chip mais poderoso da empresa, o H200, está com os embarques para a China parados há meses. Vender CPUs abre, portanto, um canal menos sujeito a barreiras regulatórias.

De acordo com a apuração da Reuters, uma grande empresa chinesa de nuvem planeja encomendar mais de 300 servidores, cada um com dois processadores Vera, para testes iniciais antes de uma adoção em larga escala. Entre as gigantes procuradas pela Nvidia estariam Alibaba e ByteDance, que não comentaram.

A disputa entre Estados Unidos e China pelo controle dos chips de inteligência artificial tem impacto global, inclusive sobre o custo e a disponibilidade de tecnologia no Brasil. Data centers e serviços de nuvem usados por empresas e órgãos públicos brasileiros, inclusive no Paraná, dependem do mesmo mercado de semicondutores que está no centro dessa queda de braço.

Com informações de Reuters (via Yahoo Finance; corroborado por Tom's Hardware) — 12 de junho de 2026.

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