Orando e Confessando a Palavra de Deus
João 12:24-25 — a morte frutífera de Cristo e a nossa identificação com Ele.
Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, produz muito fruto. A verdadeira vida cristã não pode ser separada da cruz, da morte e da ressurreição de Jesus.
“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12:24-25)
O que aprendemos:
- O grão de trigo aponta para a morte substitutiva e frutífera de Cristo: Jesus Cristo entregou voluntariamente a sua vida como sacrifício pelos pecadores, e isso tornou possível a salvação de uma multidão incontável. O fruto produzido pela morte de Cristo é a formação de um novo povo, regenerado pelo Espírito Santo, reconciliado com o Pai e unido ao Filho. Sua ressurreição confirma a eficácia de Sua obra redentora, garantindo vida eterna a todos os que nele creem.
- A identificação do cristão com a morte de Cristo: Ao afirmar “Quem ama a sua vida, perde-a”, Jesus está denunciando o apego pecaminoso ao eu e ao mundo, uma vez que a vida cristã é marcada pela renúncia diária ao pecado, pela mortificação da carne e pela submissão à vontade de Deus. “Perder a vida”, nesse sentido, é abandonar toda confiança em si mesmo para depender exclusivamente da graça de Cristo. O cristão reconhece que a velha natureza foi crucificada com o Salvador e que, pela ressurreição, sua vida agora pertence inteiramente ao Senhor.
- A identificação do cristão com a ressurreição de Cristo: Aquele que crê que morreu com Cristo também vive com Ele. Pela regeneração, o cristão experimenta uma nova vida e, no porvir, a eternidade gloriosa. Essa nova identidade produz frutos visíveis de santidade, amor, obediência e perseverança, não como meio de alcançar a salvação, mas como consequência da união com Cristo. Assim, o cristão pode enfrentar perdas, sofrimentos e perseguições neste mundo, entretanto ele tem esperança, porque sua verdadeira vida está escondida com Cristo em Deus.
Descansemos, pois: a verdadeira vida cristã não pode ser separada da cruz, da morte e da ressurreição de Jesus e da nossa juntamente com Ele.