Paraná projeta safra histórica de milho na segunda safra: 17,5 milhões de toneladas
Levantamento do Deral aponta área 7% maior e produção recorde; geadas pontuais no Sul exigem atenção, mas o cenário segue favorável.
A segunda safra de milho do Paraná caminha para ser a maior da história. Pelo levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), a produção pode chegar a 17,5 milhões de toneladas, puxada por uma área 7% maior do que a do ciclo anterior.
Conhecida como "safrinha", a segunda safra de milho é plantada logo após a colheita da soja e se tornou o principal motor da produção de grãos do Paraná. Segundo o Deral, ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a estimativa para este ciclo é de 17,5 milhões de toneladas, número que, se confirmado, entra para a história do estado.

O salto vem da área plantada. São cerca de 2,9 milhões de hectares ocupados com o cereal nesta safra, uma expansão de 7% em relação ao ciclo passado. O produtor paranaense apostou pesado no milho, aproveitando a janela aberta pela colheita da soja e as boas condições de plantio no início do ciclo.
Nem tudo é tranquilidade no campo. Geadas registradas no fim do outono trouxeram impactos pontuais a lavouras de regiões mais frias do Sul do estado, como o entorno de Guarapuava e Irati. Os técnicos do Deral, porém, avaliam que os danos foram localizados e que a maior parte das lavouras segue em boas condições de desenvolvimento.
O resultado da safrinha é decisivo para o agronegócio paranaense e para a balança comercial do estado. O milho abastece a indústria de carnes — frangos, suínos e ovos —, alimenta as cooperativas e ainda segue para a exportação. Uma colheita robusta significa mais matéria-prima barata para as agroindústrias e mais receita para o produtor.
O Paraná é o segundo maior produtor de grãos do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, e o Oeste e o Sudoeste concentram boa parte dessa força. A confirmação de um recorde de milho reforça o peso do estado no abastecimento nacional e no mercado internacional de alimentos — e ajuda a explicar por que cada boletim do Deral é lido com lupa por toda a cadeia do agro.
Com informações de Portal do Agronegócio — 2 de junho de 2026.