PEC do 6x1 avança no Senado com respaldo de Lula e aliados
Relatório aprovado por Omar Aziz mantém texto da Câmara; votação na CCJ está marcada para próxima semana
A proposta que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6x1 ganhou velocidade no Senado nesta quinta-feira (27). O senador Omar Aziz (PSD-AM) divulgou o relatório da PEC mantendo o texto aprovado pela Câmara em maio, abrindo caminho para votação na Comissão de Constituição e Justiça na próxim
Contexto: A PEC do 6x1 está entre as prioridades da agenda de Lula para a reeleição e havia emperrado no Senado por meses. O texto propõe eliminar a escala de seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga, sem redução salarial dos trabalhadores. O presidente vê a aprovação como ganho político relevante para a campanha eleitoral.
O que significa: A rejeição de emendas apresentadas à PEC e a manutenção do texto original configuram uma vitória legislativa do governo. Omar Aziz, relator da proposta, atendeu às preferências do Palácio do Planalto. A votação na CCJ ocorrerá com o apoio da presidência da comissão, ocupada por Otto Alencar (PSD-BA), ambos do PSD — partido estratégico na base de Lula. A oposição bolsonarista, porém, ainda pode pedir vistas para atrasar a discussão ou tentar alterar o projeto no voto.
Dinâmica de poder: Por trás da aceleração da PEC está um acordo político mais amplo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que havia imposto derrotas importantes ao governo — como a rejeição ao indicado de Lula ao STF — reaproximou-se da administração. Interlocutores indicam que a troca envolve apoio do PT à reeleição de Alcolumbre em 2027, em contraposição à candidatura de Tereza Cristina (PP-MS), apoiada pela cúpula bolsonarista.
Impacto: Se aprovada, a PEC terá impacto significativo sobre milhões de trabalhadores brasileiros submetidos à escala 6x1. Para o governo, a aprovação antes da eleição representa um ativo político de campanha. Para a oposição, configura manobra eleitoreira. A base de Lula trabalha para que pedidos de vista durem apenas horas e alterações propostas sejam derrotadas em votação.
Com informações de www1.folha.uol.com.br (fonte no link).