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Senado aprova Pacheco para o TCU por 63 a 4 dois dias depois da renúncia de Bruno Dantas

Indicação apresentada por Davi Alcolumbre na segunda-feira foi ao Plenário em menos de 48 horas, teve Renan Calheiros como relator e agora depende da Câmara dos Deputados para a posse na corte que fiscaliza as contas do Executivo

Redação Voz Conectada ·2 min
Senado aprova Pacheco para o TCU por 63 a 4 dois dias depois da renúncia de Bruno Dantas
Carlos Moura/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União, por 63 votos a 4, dois dias depois de o TCU comunicar a renúncia de Bruno Dantas — um trâmite relâmpago para uma cadeira vitalícia, às vésperas do período eleitoral.

A escolha estava no Projeto de Decreto Legislativo 995/2026, apresentado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com o apoio de outros 20 senadores da base governista e da oposição, e foi protocolada em 31 de agosto — no mesmo dia em que o Tribunal de Contas comunicou a saída de Dantas. O relator no Plenário foi Renan Calheiros (MDB-AL), que agradeceu a Pacheco o “apoio e respaldo” recebidos quando foi vice-presidente da CPI da Pandemia e afirmou que o indicado “certamente irá abrilhantar o Tribunal de Contas da União”.

Segundo o registro oficial da Agência Senado, foram 63 votos favoráveis e 4 contrários. Pacheco, advogado criminalista, foi deputado federal entre 2015 e 2018 e presidiu o Senado em dois mandatos, de 2021 a 2024.

O que chama atenção no episódio é a velocidade. Entre a comunicação da renúncia, a apresentação do PDL e a votação em Plenário transcorreram menos de 48 horas, num Congresso que costuma esvaziar a menos de 40 dias da eleição. O TCU é o órgão que audita as contas do Executivo federal, e o mandato de ministro se estende até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Pacheco havia sido preterido por Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela vaga do Supremo Tribunal Federal deixada por Luís Roberto Barroso, quando o Planalto escolheu Jorge Messias.

Ao agradecer aos colegas, disse que sabe “o que representa um tribunal de contas em um país onde a qualidade do recurso público é exigida” e prometeu manter a defesa do Estado democrático de direito. A indicação segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: Revista Oeste.

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