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Porto de Buenaventura retoma operações depois do terremoto e café da Colômbia volta a embarcar

Terminal que responde por cerca de 60% dos embarques de café do país ficou três dias parado para inspeções; estrada de acesso ainda opera com restrições

Redação Voz Conectada ·2 min
Porto de Buenaventura retoma operações depois do terremoto e café da Colômbia volta a embarcar
Arte: Voz Conectada, com dados da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia

Os terminais portuários de Buenaventura, no Pacífico colombiano, voltaram a operar depois de três dias de inspeções motivadas pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia em 10 de agosto. O porto responde pela maior parte dos embarques de café do país, terceiro maior produtor mundial.

A suspensão durou o tempo das inspeções nas três instalações do complexo — Agua Dulce, Sociedade Portuária e TCBUEN —, iniciadas logo após o tremor registrado na segunda-feira (10), que deixou centenas de mortos. O gerente da Federação Nacional dos Cafeicultores, Germán Bahamón, havia confirmado a parada temporária no início da semana.

Enquanto o porto do Pacífico esteve fechado, os embarques ao exterior continuaram pelos terminais de Cartagena e Santa Marta, no litoral caribenho, para onde parte da carga foi desviada. A federação afirma que as exportações se mantêm em curso.

O gargalo que permanece é terrestre: a via entre Buga e Buenaventura opera com restrições, o que atrasa o fluxo de carga vindo do interior do país, represa contêineres e pressiona os fretes.

O setor cafeeiro colombiano reúne cerca de 840 mil hectares plantados e sustenta aproximadamente 540 mil famílias, com capacidade de produção em torno de 14 milhões de sacas por ano. A federação designou um coordenador para a resposta institucional e enviou equipes técnicas para levantar os danos nos cinco departamentos mais atingidos.

O que acontece na Colômbia interessa ao produtor brasileiro: os dois países disputam o mesmo mercado internacional, e qualquer interrupção prolongada no escoamento colombiano tende a se refletir na cotação do grão — em um ano em que o café segue entre os produtos de maior peso na pauta de exportação do agro nacional.

Com informações da Agência Brasil, do El Colombiano, do Infobae Colômbia, da Forbes Colômbia e da revista Semana.

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