Prazo expira, Trump descarta prorrogar a trégua com o Irã e ameaça bombardear Omã
O memorando assinado em junho dava 60 dias para um acordo definitivo e venceu na segunda-feira; o presidente americano diz que não há conversas em curso e publicou mapa com Ormuz marcado como "novo território dos EUA"
Terminou sem acordo o prazo de 60 dias que Estados Unidos e Irã tinham para transformar o cessar-fogo em paz duradoura. Donald Trump afirmou nesta terça-feira (18) que não há negociações em curso nem marcadas e ameaçou atacar Omã, país que media as conversas, caso ele "atrapalhe".
O memorando de entendimento assinado por Estados Unidos e Irã em junho, que abriu uma janela de 60 dias para negociar um acordo de paz duradouro, expirou na segunda-feira (17) sem resultado. Os dois países continuam travados em dois pontos: o controle do Estreito de Ormuz e o destino dos fundos iranianos congelados.
Trump descartou prorrogar o entendimento — “eles não vão fazer o tipo de acordo que eu considero necessário”, disse — e afirmou nesta terça-feira (18) que não há conversas em andamento nem previstas com Teerã, dias depois de admitir a existência de um canal reservado com a Guarda Revolucionária. O presidente americano também ameaçou Omã, que atua como mediador e negocia com o Irã a reabertura da rota: disse que os EUA bombardeariam o país do Golfo se ele “atrapalhar”.
Trump acompanhou a escalada retórica com um gesto simbólico: publicou nas redes uma imagem do Estreito de Ormuz assinalado por um círculo com as cores da bandeira americana e a legenda “novo território dos EUA” — repetindo o expediente que já havia usado com a Groenlândia e o Canadá em janeiro. Teerã reagiu afirmando que a “ilusão será corrigida”. Enquanto isso, o efeito prático da guerra segue nos mercados: o tráfego no estreito por onde passava cerca de um quarto do petróleo transportado por mar caiu a três navios no domingo (16), e o barril do Brent voltou a fechar acima de US$ 91.
O Irã afirma manter conversas ativas com Omã sobre um entendimento para reabrir a passagem.
Fonte: CNBC.