Risco-país da Argentina cai ao menor nível em oito anos sob Milei
Indicador do JP Morgan recua a 421 pontos-base após elevações de rating de Fitch e S&P; títulos em dólar sobem mais de 10% no semestre
O risco-país da Argentina caiu para o menor patamar em oito anos, fechando a semana em 421 pontos-base, segundo o índice do JP Morgan que mede o prêmio pago pelo país para tomar empréstimos em dólar frente à dívida americana. A melhora do indicador coroa a agenda de ajuste fiscal do governo de Javier Milei e foi impulsionada por elevações consecutivas das notas soberanas do país: a Fitch Ratings, em maio, e a Standard & Poor's, em junho, subiram a classificação argentina para B-, tirando-a da faixa de maior risco. As agências citaram o ajuste fiscal, a desaceleração da inflação, a recomposição de reservas e a maior capacidade do governo de refinanciar seus vencimentos. Os títulos denominados em dólar acumularam alta superior a 10% no primeiro semestre de 2026. Para efeito de comparação regional, o prêmio argentino ainda supera com folga os de México (164 pontos), Brasil (178) e Peru (91). O secretário de Finanças, Federico Furiase, ponderou que a queda do risco-país, isoladamente, não basta, observando que os vencimentos de dívida de 2026 e 2027 já estão cobertos por fontes disponíveis e empréstimos multilaterais, o que reduz a urgência de um retorno imediato aos mercados internacionais.
O risco-país da Argentina caiu para o menor patamar em oito anos, fechando a semana em 421 pontos-base, segundo o índice do JP Morgan que mede o prêmio pago pelo país para tomar empréstimos em dólar frente à dívida americana. A melhora do indicador coroa a agenda de ajuste fiscal do governo de Javier Milei.
O avanço foi impulsionado por elevações consecutivas das notas soberanas do país: a Fitch Ratings, em maio, e a Standard & Poor's, em junho, subiram a classificação argentina para B-, tirando-a da faixa de maior risco. As agências citaram o ajuste fiscal, a desaceleração da inflação, a recomposição de reservas e a maior capacidade do governo de refinanciar seus vencimentos. Os títulos denominados em dólar acumularam alta superior a 10% no primeiro semestre de 2026. Para efeito de comparação regional, o prêmio argentino ainda supera os de México (164 pontos), Brasil (178) e Peru (91). O secretário de Finanças, Federico Furiase, ponderou que a queda do risco-país, isoladamente, não basta, observando que os vencimentos de 2026 e 2027 já estão cobertos por fontes disponíveis e empréstimos multilaterais.
Fonte: MercoPress.