Trump anuncia acordo com Irã para domingo, mas Teerã mantém cautela
Negociações avançam no Oriente Médio, mas divergências sobre programa nuclear ainda persistem
Donald Trump afirmou no sábado que um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio será assinado no domingo, reabrindo o estreito de Ormuz. O Irã, porém, adotou tom mais cauteloso e não confirmou o prazo, sinalizando que ainda há pontos em discussão.
O otimismo de Trump contrasta com a cautela do Irã. O presidente americano disse que o pacto está "programado" para domingo, enquanto Teerã evitou confirmar datas e manteve uma postura de negociação em aberto. A Suíça já se ofereceu para sediar a assinatura, aproveitar a proximidade com Genebra e a cúpula do G7 em Evian, que começa segunda-feira. O Paquistão, atuando como mediador, mostrou otimismo ao afirmar que o documento poderia ser assinado em até 24 horas.
O acordo central envolve a reabertura do estreito de Ormuz, via estratégica bloqueada pelo Irã desde o início do conflito e crucial para o transporte global de petróleo. Os Estados Unidos também exigem o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a destruição de seu urânio enriquecido. Mas aqui está o nó: Teerã diz que ainda não há consenso sobre essas questões nucleares, sugerindo que a negociação segue em território sensível.
Apesar dos sinais de avanço nas conversas, a realidade no terreno não mudou. Washington anunciou no sábado que derrubou vários drones iranianos direcionados a navios comerciais no estreito de Ormuz — um lembrete de que os ataques continuam enquanto se negocia. Esse padrão repetido ao longo do conflito mostra como a diplomacia e a militarização convivem lado a lado, sem que uma necessariamente freie a outra.
Para o Brasil e o Paraná, a reabertura do estreito importa. O bloqueio eleva custos de frete global e impacta indiretamente preços de fertilizantes importados — crucial para o agro paranaense — e afeta o custo de produtos que chegam por rotas alternativas. Um acordo que libere Ormuz poderia aliviar pressões logísticas internacionais, mas a confirmação ainda depende de Trump e Teerã alinharem discursos que, até agora, seguem descasados.
Com informações de www1.folha.uol.com.br (https://www1.folha.uol.com.br/amp/mundo/2026/06/eua-e-ira-dizem-que-negociacoes-de-paz-avancam-mas-ataques-no-oriente-medio-continuam.shtml).