Milei anuncia em cadeia nacional reforma que proíbe o Banco Central da Argentina de financiar o governo
Projeto muda a Carta Orgânica do BCRA para fixar a preservação do valor da moeda como objetivo único e cria mecanismo que suspende salários de autoridades políticas em caso de déficit
O presidente da Argentina, Javier Milei, apresentou em cadeia nacional de rádio e televisão, nesta quinta-feira (30), o projeto de reforma da Carta Orgânica do Banco Central da República Argentina (BCRA). O texto proíbe o financiamento do Estado por emissão monetária e cria um mecanismo que Milei chamou de "grilhão fiscal" para impedir déficits permanentes.
O primeiro eixo da proposta fixa um objetivo único para a autoridade monetária: preservar o valor da moeda. O projeto também estabelece limites absolutos ao financiamento do Estado por emissão, amplia as garantias de independência do BCRA e prevê mudanças no mercado de capitais e no setor de seguros. O mecanismo fiscal anunciado condiciona o equilíbrio das contas à paralisação de áreas não essenciais do Estado e à suspensão dos salários de autoridades políticas.
Milei classificou a medida como parte das "reformas estruturais mais importantes dos últimos 91 anos" e dirigiu críticas ao que chamou de "alta política" e ao kirchnerismo, afirmando que o Banco Central "possibilitou o roubo da alta política". O projeto precisa ser aprovado pelo Congresso argentino. A emissão monetária para cobrir gastos do Tesouro é apontada por economistas como uma das origens da inflação crônica do país.
Fonte: Infobae.