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Trump sanciona lei que autoriza tarifa de até 100% contra quem comprar petróleo russo

Assinado em 18 de setembro, o H.R. 5334 leva o nome do senador Lindsey Graham, morto em julho; texto passou por 86 a 11 no Senado e 262 a 159 na Câmara e alcança também o setor de energia e armas do Irã

Redação Voz Conectada ·2 min
Trump sanciona lei que autoriza tarifa de até 100% contra quem comprar petróleo russo
Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. Foto: Martin Falbisoner/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 18 de setembro o H.R. 5334, batizado de "Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026", segundo comunicado oficial da Casa Branca. A lei autoriza e amplia sanções, tarifas e proibições contra a Rússia e prorroga as sanções já existentes contra o Irã.

O instrumento mais duro do texto não é a sanção direta a Moscou, e sim a sanção secundária: o presidente fica autorizado a elevar em até 100% a alíquota de importação sobre todos os bens vindos de países que estiveram entre os cinco maiores compradores de petróleo bruto ou gás natural de origem russa e que voltarem a comprar esses produtos depois da promulgação.

A lei também impõe bloqueio de bens e restrição de vistos a pessoas determinadas, entre elas o presidente russo e comandantes militares, além de alcançar bancos e instituições financeiras da Rússia, e prorroga até 2031 o Iran Sanctions Act de 1996. O projeto foi aprovado por 86 a 11 no Senado em agosto e por 262 a 159 na Câmara dos Representantes em 16 de setembro. O nome homenageia o senador Lindsey Graham, defensor histórico do endurecimento contra Moscou, morto em 11 de julho.

O alcance prático depende de decisão política do próprio Trump, já que a imposição das tarifas é uma autorização, não um comando automático em todos os dispositivos. Os alvos mais óbvios são China e Índia: segundo dados de pesquisa do setor de energia citados na cobertura internacional, a China respondeu por cerca de 50% das exportações de petróleo bruto russo entre dezembro de 2022 e agosto de 2026, e a Índia, por 37%. Pequim já se manifestou contra a nova legislação.

Para o Brasil, o efeito é indireto e cabe acompanhar: tarifa sobre compradores de energia russa tende a manter o petróleo caro, cenário que já pressiona o preço dos combustíveis no país e alimenta os programas de subvenção bancados pelo Tesouro.

Fontes: Casa Branca · Congress.gov · NPR · RFE/RL

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