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Internacional
Drone russo atinge instalação nuclear de Tchernobil enquanto Zelensky busca apoio europeu
Por Redação Voz Conectada
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Um drone russo Shahed atingiu, no domingo (7), um edifício de armazenamento de combustível nuclear usado perto da usina de Tchernobil, na Ucrânia, provocando um incêndio. No mesmo dia, o presidente Volodymyr Zelensky se reunia em Londres com líderes do Reino Unido, da França e da Alemanha.
Um drone russo do tipo Shahed atingiu um edifício de uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado perto da central de Tchernobil, no norte da Ucrânia. O impacto provocou um incêndio e deixou a estrutura “parcialmente destruída”, segundo autoridades ucranianas, que confirmaram o caso no domingo, 7 de junho de 2026.
Apesar da gravidade simbólica do alvo, não houve registro de vítimas e os níveis de radiação permaneceram estáveis. O edifício atingido era uma instalação de recepção para armazenamento de combustível nuclear usado e não continha contêineres no momento do ataque.
O presidente Volodymyr Zelensky classificou a ação como “extremamente vil” e afirmou que a Rússia atingiu “deliberadamente” infraestrutura nuclear. Não é a primeira vez que a zona de Tchernobil é alvo: em fevereiro de 2025, um drone russo já havia danificado a estrutura de contenção que cobre o reator destruído na explosão de 1986.
O ataque coincidiu com uma agenda diplomática de peso. No mesmo dia, Zelensky reuniu-se em Londres com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, para tratar de defesa aérea e cooperação europeia. Na semana anterior, a Rússia havia lançado 88 mísseis, 1.800 bombas e mais de 3.250 drones contra a Ucrânia.
Embora o conflito aconteça a milhares de quilômetros, seus efeitos chegam ao Paraná. A escalada da guerra pressiona os preços globais de petróleo, gás e, sobretudo, fertilizantes — insumos dos quais o agronegócio paranaense depende. A Rússia é um dos maiores fornecedores de fertilizantes do planeta, e episódios de instabilidade como este costumam se refletir, lá na frente, no custo da próxima safra do produtor do Paraná.