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Ucrânia leva a guerra ao coração da Rússia com maior ataque de drones a São Petersburgo

Por Redação Voz Conectada ·
Ucrânia leva a guerra ao coração da Rússia com maior ataque de drones a São Petersburgo
Foto: Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Na madrugada de sábado (6), a Ucrânia lançou centenas de drones contra a Rússia, muitos sobre São Petersburgo, atingindo arsenais navais no último dia do principal fórum econômico do país. Pela primeira vez na guerra, o governador pediu que os moradores não saíssem de casa.

A Ucrânia realizou na madrugada de sábado, 6 de junho de 2026, um dos maiores ataques com drones de longo alcance contra território russo, concentrado na região de São Petersburgo — cidade natal de Vladimir Putin. A ofensiva coincidiu com o último dia do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que reuniu delegados de mais de 130 países. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, os drones atingiram depósitos de armamento e a base naval de Kronstadt, no Báltico, além de um terminal de petróleo na região de Krasnodar. Os aparelhos percorreram cerca de mil quilômetros até a base naval e cerca de 500 quilômetros até o depósito de combustível. As autoridades russas reagiram com alarme. O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, classificou o episódio como um “ataque sem precedentes” e recomendou que os moradores ficassem em casa — a primeira medida do tipo desde o início da guerra. O governador da região de Leningrado afirmou que mais de 140 drones foram abatidos; ao todo, a Rússia alegou ter derrubado 376 aparelhos naquela noite. Do lado ucraniano, o comandante Yevhen Karas resumiu a audácia da operação: “Voamos na Rússia como se fosse no nosso território.” A ofensiva ocorreu um dia depois de Putin ter rejeitado uma proposta de reunião feita por Zelensky. Para o leitor do Paraná, a notícia tem um efeito indireto, mas concreto: cada ataque a refinarias e terminais de petróleo russos mexe com o preço internacional do barril e dos combustíveis — variável que pesa no frete da soja, no diesel da colheita e, no fim da conta, no bolso de quem abastece nos postos do estado.