Banco do Brasil lucra R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, mas inadimplência sobe a 5,61%
Resultado ajustado superou a projeção de analistas e cresceu 13,9% ante o trimestre anterior; atrasos acima de 90 dias avançaram 1,65 ponto em um ano e a carteira do agro segue em 6,27%
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3,3% na comparação anual, com ROE de 8,3% e inadimplência de 5,61%.
O Banco do Brasil divulgou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 13,9% ante os três primeiros meses do ano. O número superou a projeção de R$ 3,6 bilhões dos analistas consultados pela Reuters. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 8,3% — patamar bem abaixo do que o banco entregava antes da deterioração da carteira agrícola.
O ponto sensível continua sendo a inadimplência. Os atrasos acima de 90 dias subiram 1,65 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre de 2025 e 0,56 ponto ante o trimestre anterior, chegando a 5,61%.
No agronegócio, a inadimplência encerrou junho em 6,27%, praticamente estável frente aos 6,22% do trimestre anterior, mas muito acima dos 3,16% de um ano antes. O tema pesa diretamente sobre o Paraná: o estado é um dos maiores tomadores de crédito rural do país, e o custo do dinheiro para o produtor acompanha o risco medido pelos bancos.
Há, porém, sinal de acomodação: a formação de novos créditos inadimplentes no agro caiu de R$ 7,18 bilhões no primeiro trimestre para R$ 5,72 bilhões entre abril e junho.
Com informações do Poder360, do InfoMoney, da Forbes Brasil, da ADVFN e do balanço do Banco do Brasil.