Mercado formal cria 58.568 vagas em julho, o pior mês de 2026 e menos da metade do esperado
Saldo divulgado pelo Ministério do Trabalho ficou 57,2% abaixo do de junho e muito aquém da mediana das projeções, que apontava 114 mil postos; no ano, o acumulado é de 972.203 vagas
O mercado de trabalho formal celetista gerou 58.568 postos em julho, resultado de 2.262.888 admissões contra 2.204.320 desligamentos, segundo o Novo Caged divulgado na sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O número é o mais fraco de 2026 e representa queda de 57,2% em relação a junho, quando haviam sido criadas 137.044 vagas. Também ficou muito abaixo do que o mercado projetava: a mediana das estimativas apontava para cerca de 114 mil postos, praticamente o dobro do que veio. No acumulado de janeiro a julho, o saldo é de 972.203 empregos formais, crescimento de 2,06%, e o estoque total do país chegou a 48.082.866 vínculos celetistas.
O dado joga água fria na leitura oficial de mercado de trabalho aquecido, sustentada na véspera pela taxa de desemprego de 5,3% medida pelo IBGE. Um mês isolado não define tendência, mas o recuo pela metade em relação a junho e a distância em relação às projeções indicam que a geração de vagas com carteira perdeu fôlego no início do segundo semestre — justamente quando o custo do crédito segue elevado e o Congresso discute mudanças na jornada de trabalho que atingem em cheio os setores que mais empregam.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego.