Brasil investe US$ 1,75 bi em fertilizantes: o que muda para o produtor rural
Governo aprova subsídios e linhas de crédito pelo BNDES para reduzir custos e fortalecer produção agrícola
O Brasil acaba de dar um passo importante para aliviar o bolso de quem planta: aprovou US$ 1,75 bilhão em subsídios para fertilizantes e bioinsumos. A medida chega em um momento em que o custo desses produtos pesa pesado na hora de fazer as contas da lavoura.
O pacote de incentivos tem duas frentes principais. A primeira oferece subsídios diretos para reduzir os preços — e aqui tem detalhe importante: as empresas que receberem créditos precisam descontar esse valor na hora de vender o produto ao agricultor. Não é só papel, é obrigação contratual. Assim, o benefício chega mesmo até quem está na ponta, trabalhando a terra.
A segunda estratégia passa pelo BNDES. O banco de desenvolvimento vai criar linhas de financiamento especiais para empresas de fertilizantes que forem aprovadas no programa. A ideia é facilitar investimentos em novas fábricas e modernização de equipamentos. O banco assume os riscos de crédito, e o Conselho Monetário Nacional vai decidir as taxas de juros, prazos e condições — tudo a ser divulgado em breve.
Na prática, o que isso significa é mais fertilizante sendo produzido ou importado com menos custo, consequentemente menos caro lá na sua propriedade. Especialmente relevante num momento em que chuvas atrasam o plantio de trigo no Sul do país, deixando os produtores ainda mais dependentes de boas condições e insumos eficientes para o resto da safra.
Se você é agricultor, fique de olho nas próximas comunicações do BNDES sobre essas linhas de crédito. Se é fornecedor de insumos, a regulamentação deve sair em breve. E se é consumidor final de alimentos, essa redução de custos pode significar produtos um pouco menos caros nas gôndolas — nada certo, mas possível.
Com informações de www.global-agriculture.com (fonte no link).