Paraná · 2 de setembro de 2026
Curitiba 14°C Londrina 19°C Maringá 19°C Cascavel 16°C Foz do Iguaçu 18°C
Voz Conectada
Voltar
BR Política ·

Mendonça ouve Durigan e Lula antes de decidir liminar pedida pela campanha de Flávio

Campanha do senador acusa o ministro da Fazenda de usar agenda e estrutura do cargo para atuar como porta-voz econômico da reeleição; relator no TSE quis o contraditório antes de analisar a tutela de urgência

Redação Voz Conectada ·2 min
Mendonça ouve Durigan e Lula antes de decidir liminar pedida pela campanha de Flávio
O ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda (domínio público)

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, decidiu ouvir as defesas do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente Lula antes de analisar o pedido de liminar feito pela campanha do senador Flávio Bolsonaro, que acusa os dois de usar a máquina pública em favor da candidatura à reeleição.

Na decisão, de 27 de agosto, o relator afirmou considerar “recomendável, antes da apreciação do pedido de tutela de urgência, oportunizar o contraditório aos representados”. Na prática, o pedido de liminar só será examinado depois que os advogados se manifestarem no prazo legal.

A representação foi protocolada dois dias antes pela campanha do senador. Nela, os advogados sustentam que Durigan atua de forma reiterada como porta-voz econômico da candidatura de Lula à reeleição, com sobreposição entre a agenda institucional do Ministério da Fazenda e compromissos de caráter eleitoral.

Entre os episódios citados está a participação do ministro na 27ª Conferência Anual do Santander, em 17 de agosto: na agenda oficial, o evento aparece como compromisso do cargo; segundo a representação, a conversa tratou do plano econômico para um eventual quarto mandato do presidente.

A campanha pede que o TSE determine ao Ministério da Fazenda e a outros órgãos federais a preservação e a apresentação de agendas, registros de viagem, dados de deslocamento, documentos de custeio e comunicações referentes aos compromissos mencionados, e que Durigan seja impedido de usar recursos públicos em atos da campanha.

“A liberdade política pessoal do Ministro não autoriza que a disponibilidade funcional, os meios materiais ou a estrutura administrativa inerentes ao cargo sejam transferidos, sem solução de continuidade, para a atividade eleitoral”, diz trecho da representação.

Procurados, o Ministério da Fazenda e a campanha do presidente não haviam se manifestado publicamente sobre a representação até o fechamento desta edição.

Fonte: oantagonista.com.br.

Relacionados

Ver no Instagram · @vozconectada1