Cerca de 3 mil entidades empresariais assinam manifesto e cobram que o plenário do STF julgue a crise em sessão pública
Articulada pela Fiesp, mobilização reúne signatários que respondem por cerca de 90% do PIB e mais de 40 milhões de empregos, e pede urgência, transparência e imparcialidade da Corte
Cerca de 3 mil entidades de todas as regiões e de todos os setores da economia assinaram um manifesto que cobra transparência, imparcialidade e celeridade do Supremo Tribunal Federal no julgamento dos episódios recentes que envolvem a própria Corte. Pela conta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que coordenou a mobilização, os signatários representam aproximadamente 90% do PIB brasileiro e geram mais de 40 milhões de empregos.
O documento afirma que o país atravessa uma grave crise institucional cujo epicentro é justamente o tribunal encarregado de guardar a Constituição. A exigência central é objetiva: que o plenário do Supremo, e não decisões individuais de ministros, analise os fatos com urgência e em sessão pública. O texto reforça a mensagem de que ninguém está acima da lei e lembra que o Brasil já superou momentos críticos de sua história graças a cidadãos e instituições que não se calaram.
A mobilização do setor produtivo se soma a um segundo manifesto, divulgado no mesmo dia por 157 empresários, economistas e profissionais liberais, acompanhado de petição pública aberta a qualquer cidadão. Entre os signatários desse segundo documento estão os formuladores do Plano Real Persio Arida, André Lara Resende e Gustavo Franco, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o empresário Luciano Huck.
Os dois textos convergem em três pedidos: apuração completa e independente, afastamento cautelar de autoridades formalmente investigadas e adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e para os órgãos de investigação e acusação.
Fonte: Fiesp.