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Copom corta a Selic para 13,75% no quinto recuo seguido e evita prometer novo corte em novembro

Decisão foi unânime e manteve o ritmo de 0,25 ponto adotado desde março; a taxa acumula queda de 1,25 ponto no ciclo, e a nova meta passou a valer nesta quinta-feira (17)

Redação Voz Conectada ·2 min
Copom corta a Selic para 13,75% no quinto recuo seguido e evita prometer novo corte em novembro
Edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília — Banco Central do Brasil, licença CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu na noite de quarta-feira (16) a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, em decisão unânime — o quinto corte consecutivo desde o início do ciclo de afrouxamento, em março. A nova meta entrou em vigor nesta quinta-feira (17), conforme a série oficial do próprio Banco Central.

O ritmo não mudou: são cinco reduções seguidas de 0,25 ponto percentual, o que leva a taxa acumulada do ciclo a 1,25 ponto abaixo do pico. A trajetória registrada pelo BC vai de 14,75% em 18 de março a 14,50% em abril, 14,25% em junho, 14% em agosto e agora 13,75%. Na comunicação que acompanhou a decisão, o comitê manteve a cautela e se recusou a sinalizar o passo seguinte: a extensão total do ciclo dependerá do quanto da desinflação recente se mostrar persistente, do comportamento das expectativas e de até onde a atividade pode desacelerar sem nova pressão de preços.

O pano de fundo ajuda a explicar a prudência. Na mesma semana, o Banco Central divulgou que o IBC-Br, a prévia mensal do PIB, recuou 0,2% em julho — o índice dessazonalizado caiu de 110,16 para 109,92 pontos entre junho e julho —, e o varejo já havia mostrado queda de 0,8% no mesmo mês. O Brasil segue, ainda assim, com um dos maiores juros reais do mundo, e a indústria voltou a pedir cortes mais rápidos. Como quase sempre, o dado que importa para quem produz e emprega não é a manchete do corte, mas o custo real do dinheiro — e esse continua alto.

Fonte: Poder360, com a série oficial da meta Selic e o IBC-Br do Banco Central.

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