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Correios abrem novo plano de demissão voluntária para até 7 mil empregados

Adesões ao PDV-E/2026 vão até 30 de setembro e as indenizações variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil; estatal já perdeu R$ 5,4 bilhões só no primeiro semestre

Redação Voz Conectada ·3 min
Correios abrem novo plano de demissão voluntária para até 7 mil empregados
Foto: gazetadopovo.com.br

Os Correios abriram no dia 20 de agosto o segundo plano de demissão voluntária do ano, dirigido a até 7 mil empregados de unidades que serão fechadas. As adesões vão até 30 de setembro, e a indenização varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil.

As adesões ao novo plano começaram em 20 de agosto e vão até 30 de setembro. O programa será direcionado exclusivamente a funcionários de unidades que serão extintas, incluindo centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências. Diferentemente do primeiro PDV lançado no primeiro semestre, a direção dos Correios não estabeleceu uma meta de adesões para a nova rodada.

No primeiro PDV, lançado em fevereiro e encerrado em março, cerca de 3,1 mil funcionários aderiram ao programa, diante de uma meta de 10 mil desligamentos. Mesmo com a adesão abaixo do esperado, a estatal afirma ter alcançado uma economia equivalente a 45% da meta de R$ 1,4 bilhão prevista inicialmente.

O novo plano terá um incentivo financeiro calculado conforme a situação de cada empregado, levando em conta tempo de serviço, idade, adicionais por aposentadoria e incorporação. A indenização varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, é paga integralmente em parcela única, depositada até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento, e não terá incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.

Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e registraram perda de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026, resultado 82,35% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. Para 2026, a expectativa da própria estatal é de um prejuízo próximo de R$ 10 bilhões.

O plano prevê ainda a venda de imóveis, com potencial de arrecadação de R$ 1,5 bilhão, e o fechamento de até mil pontos de atendimento deficitários. Dos cerca de 10 mil pontos existentes, 7 mil são próprios ou franqueados, e 85% eram considerados deficitários em relatório da companhia de 2024.

A reestruturação também inclui medidas para reduzir despesas e melhorar o caixa, como a negociação com fornecedores que teria gerado economia de R$ 321 milhões. A estatal ainda negociou o pagamento de R$ 702 milhões em precatórios até dezembro e parcelou R$ 2,5 bilhões em tributos em 60 vezes.

O plano é dividido em três etapas – recuperação financeira, consolidação e crescimento – e prevê redução do déficit em 2026 com retorno à lucratividade em 2027. Os Correios também contam com um empréstimo de R$ 12 bilhões concedido por bancos com garantia do Tesouro para cobrir parte das necessidades financeiras.

Fontes: Gazeta do Povo, Telesíntese e Agência Brasil.

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