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"Decidi que vou acabar com as bets", diz Lula em ato de campanha, três anos depois de sancionar a lei que as regulamentou

Presidente afirmou em Guarulhos que editará medida provisória na próxima quarta-feira, a menos de duas semanas do primeiro turno, para restringir as apostas que o próprio governo legalizou e tributou

Redação Voz Conectada ·2 min
"Decidi que vou acabar com as bets", diz Lula em ato de campanha, três anos depois de sancionar a lei que as regulamentou
O presidente Lula em ato público. Foto: BrunoGuedes1/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18), em ato de campanha em Guarulhos (SP), que decidiu "acabar com as bets" no Brasil e prometeu editar uma medida provisória sobre o setor na próxima quarta-feira (23), na volta de viagem a Nova York — a 11 dias do primeiro turno.

“Decidi que vou acabar com as bets”, disse o presidente, que tratou as apostas on-line como “doença” e associou o setor à “lavagem de dinheiro, à safadeza e à roubalheira”. Nos dias anteriores, em entrevista a um podcast, Lula já havia dito que encerraria as apostas virtuais “se dependesse de sua vontade pessoal”, citando casos de apostadores endividados. Segundo o Poder360, a medida provisória em estudo miraria os cassinos on-line e endureceria as regras do mercado de apostas esportivas.

O governo já havia restringido a publicidade do setor e bloqueado o acesso de beneficiários do Bolsa Família e do BPC às plataformas.

O anúncio expõe uma contradição do próprio governo: foi Lula quem sancionou, em dezembro de 2023, a Lei 14.790, que regulamentou as apostas de quota fixa no país, criou a exigência de licença para operar e fixou a tributação do setor — modelo que passou a valer em 2025 e transformou as bets em fonte de receita federal e em principal patrocinadora do futebol brasileiro. Clubes e entidades esportivas reagiram à fala do presidente, e o setor sustenta que o fim das plataformas legalizadas empurraria o apostador para sites clandestinos, fora de qualquer fiscalização.

Até a noite desta sexta-feira não havia texto de medida provisória publicado; o teor e o alcance da proposta só poderão ser avaliados quando o ato for editado.

Fontes: Exame · Jornal do Comércio · Imirante · TN Sul

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