Desemprego cai a 5,4% no 2º trimestre, recua em 13 estados e fica em 3,1% no Paraná
PNAD Contínua do IBGE mostra Santa Catarina com a menor taxa do país (2,1%) e Amapá com a maior (9,8%); no Paraná e em Curitiba, os melhores resultados desde o início da série, em 2012
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, ante 6,1% no trimestre anterior e 5,8% no mesmo período de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE.
Os dados divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desocupação caiu em 13 estados no segundo trimestre de 2026 e fechou o período em 5,4% no país. Santa Catarina registrou a menor taxa (2,1%), seguida de Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). No outro extremo aparecem Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco e Piauí (8,3% cada) e Sergipe (7,9%). Os maiores recuos foram observados no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual) e no Acre e na Paraíba (-1,6 ponto cada).
No Paraná, a desocupação caiu de 3,5% para 3,1% entre o primeiro e o segundo trimestre — bem abaixo da média nacional e o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Um ano antes, no segundo trimestre de 2025, a taxa estadual era de 3,8%. Em Curitiba, o índice também ficou em 3,8%, igualmente o melhor resultado já registrado na capital.
Em números absolutos, o estado tem cerca de 6,5 milhões de pessoas na força de trabalho, das quais 198 mil estavam desocupadas no trimestre. Para efeito de comparação, o pior momento da série no Paraná foi nos segundos trimestres de 2018 e 2019, quando a desocupação chegou a 9,1%.
Em São Paulo a taxa ficou em 5,4%, no Rio de Janeiro em 7,1% e no Rio Grande do Sul em 4,2%. As desigualdades permanecem no recorte social: a desocupação seguiu maior entre as mulheres (6,4%) do que entre os homens (4,6%) e maior entre trabalhadores pretos (6,9%) e pardos (6,1%) do que entre brancos (4,2%).
Os números nacionais e por estado foram conferidos diretamente na tabela 4099 do sistema SIDRA, do próprio IBGE.
Com informações do IBGE (PNAD Contínua, SIDRA/tabela 4099), do Bem Paraná, da Tribuna do Paraná e do Jornal de Brasília.