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Dívida Pública Federal sobe 2,61% em junho e chega a R$ 9,268 trilhões

Emissão líquida de R$ 142,25 bilhões e apropriação de juros de R$ 93,48 bilhões explicam o avanço; fatia atrelada à taxa flutuante sobe para 49,32% do estoque

Redação Voz Conectada ·1 min
Dívida Pública Federal sobe 2,61% em junho e chega a R$ 9,268 trilhões
Arte: Voz Conectada, com dados do Relatório Mensal da Dívida (Tesouro Nacional), junho de 2026. · Arte própria

A Dívida Pública Federal (DPF) passou de R$ 9,032 trilhões em maio para R$ 9,268 trilhões em junho, alta nominal de 2,61%, segundo o Relatório Mensal da Dívida divulgado em 29 de julho pelo Tesouro Nacional.

O resultado decorreu da emissão líquida de R$ 142,25 bilhões e da apropriação positiva de juros de R$ 93,48 bilhões — ou seja, o próprio custo de carregar a dívida responde por parte relevante do crescimento do estoque.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,63%, de R$ 8,692 trilhões para R$ 8,920 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 2,12% e encerrou junho em R$ 347,71 bilhões, equivalentes a US$ 67,17 bilhões.

Na composição por indexador, a parcela remunerada por taxa flutuante — atrelada à Selic — aumentou de 48,99% para 49,32% do estoque. Os títulos vinculados a índices de preços recuaram de 26,26% para 25,90%, os prefixados passaram de 21,00% para 21,04% e os papéis cambiais responderam por 3,74%.

O colchão de liquidez, reserva usada em momentos de turbulência ou de concentração de vencimentos, subiu 11,71% e passou de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,3 trilhão — caixa suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos.

Fontes: Tesouro Nacional/Ministério da Fazenda, Metrópoles e O Tempo.

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