Dólar sobe a R$ 5,19 com Treasuries longos em alta e escalada entre Estados Unidos e Irã
Moeda americana fechou a R$ 5,1933, alta de 0,32%; dívida dos EUA acima de US$ 40 trilhões pressiona os juros longos e reduz o espaço para ativos emergentes
O dólar à vista encerrou o pregão desta quinta-feira (20) cotado a R$ 5,1933, com alta de 0,32%. A pressão veio de fora: os rendimentos dos títulos longos do Tesouro americano voltaram a subir, na esteira do avanço do déficit fiscal dos Estados Unidos, e a tensão entre Washington e Teerã manteve o prêmio de risco elevado.
A taxa Ptax de venda divulgada pelo Banco Central para o dia fechou em R$ 5,1862, ante R$ 5,1714 na véspera. O movimento acompanha a alta dos juros longos americanos, depois de a dívida bruta dos Estados Unidos ultrapassar US$ 40 trilhões pela primeira vez, e a escalada geopolítica no Oriente Médio, que segue sustentando o petróleo em patamar alto. A valorização da commodity, que em outras ocasiões ajudaria moedas de países exportadores, não foi suficiente para segurar o real: com Treasuries pagando mais, o fluxo tende a sair de mercados emergentes.
Na bolsa, o Ibovespa fechou perto da estabilidade, amparado por Petrobras, enquanto a curva de juros doméstica avançou no mesmo compasso dos títulos americanos e do petróleo. O quadro externo pesa sobre a política monetária brasileira num momento em que o Comitê de Política Monetária iniciou o ciclo de corte da Selic, hoje em 14% ao ano, e o mercado calibra as apostas para a reunião de setembro.
Fonte: Money Times.