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Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo pedem em Washington que os EUA voltem a sancionar Moraes e incluam Gilmar Mendes e Dino na Lei Magnitsky

Rodada de reuniões com integrantes do governo Trump começou um dia depois da sessão em que o STF adiou por até 90 dias a decisão sobre investigar Alexandre de Moraes no caso Banco Master

Redação Voz Conectada ·2 min
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo pedem em Washington que os EUA voltem a sancionar Moraes e incluam Gilmar Mendes e Dino na Lei Magnitsky
Eduardo Bolsonaro, em foto de arquivo de fevereiro de 2025 — Gage Skidmore, licença CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16), em Washington, uma rodada de conversas com integrantes do governo de Donald Trump para pedir que os Estados Unidos voltem a aplicar sanções da Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e estendam a medida a Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Segundo os dois relataram publicamente, os encontros incluíram integrantes do Departamento de Estado e tiveram como argumento central a tese de que Moraes continua formalmente designado sob a Magnitsky e que, por isso, não haveria obstáculo para recolocá-lo na lista SDN do Ofac, o escritório de controle de ativos estrangeiros do Tesouro americano.

Moraes foi sancionado em 30 de julho de 2025, acusado pelo Tesouro dos EUA de autorizar detenções consideradas arbitrárias e de restringir a liberdade de expressão; a medida foi retirada em dezembro de 2025, depois de pressão de empresários brasileiros e de emissários do governo Lula. Agora o pedido é para que a punição volte e alcance mais dois ministros.

O movimento ocorre no dia seguinte à sessão extraordinária em que o Supremo, depois de mais de cinco horas de bate-boca entre ministros, terminou sem decidir se Moraes será investigado a partir do relatório da Polícia Federal extraído do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master: o pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise por até 90 dias, prazo que joga a definição para depois do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ressalva: até a publicação desta matéria, nem o Departamento de Estado nem o Tesouro dos EUA haviam confirmado oficialmente qualquer decisão sobre novas sanções — o que existe é o pedido apresentado pelos dois brasileiros e a informação, publicada pela Gazeta do Povo, de que o governo americano analisa o assunto.

Fonte: Revista Oeste, com apuração da Gazeta do Povo e do Poder360.

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