El Niño deve voltar no 2º semestre e elevar o risco de seca e queimadas
Nota técnica aponta probabilidade acima de 90% de o fenômeno persistir até o início de 2027.
Meteorologistas estimam mais de 90% de chance de o El Niño se configurar no segundo semestre de 2026, com potencial de ampliar extremos climáticos — da seca na Amazônia às chuvas no Sul.
O Brasil deve atravessar mais um ano de extremos climáticos. Uma nota técnica de meteorologistas aponta probabilidade superior a 90% de que o fenômeno El Niño se configure ao longo do segundo semestre de 2026 e persista até o início de 2027 — com efeitos bastante desiguais de uma região para outra.
Sul mais chuvoso, Norte mais seco
O padrão típico do El Niño favorece chuvas acima da média no Sul, eleva as temperaturas no Centro-Oeste e no Sudeste e aumenta o risco de seca na Amazônia e no Nordeste. No sul da Amazônia, o prolongamento da estação seca, somado ao desmatamento, eleva o perigo de queimadas — cuja fumaça e cujo impacto sobre o regime de chuvas extrapolam a região.
Para junho, a previsão já indicava instabilidade frequente sobre o Paraná, o Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Rio de Janeiro, enquanto o Norte recebia chuvas acima da média no Amapá, no Pará e no oeste do Maranhão.
Especialistas reforçam que o monitoramento e a prevenção a incêndios serão decisivos nos próximos meses, sobretudo nos estados amazônicos, onde a combinação de seca e fogo tende a se agravar.
Fontes: O Tempo · Climatempo.