Vazamento de estireno em Manaus: 149 atendidos, multa de R$ 4,5 milhões e MP abre investigação
Cidade entrou em estado de alerta e a Prefeitura autuou a empresa em R$ 4.554.300, equivalente a 30 mil UFMs; governo do Amazonas mantém 12 escolas estaduais sem aula nesta sexta (17)
O vazamento de monômero de estireno na Unidade 4 da petroquímica Innova, no Distrito Industrial de Manaus, na tarde de quarta-feira (15), levou 149 pessoas a procurar atendimento médico, resultou em multa municipal de R$ 4.554.300 à empresa e motivou a abertura de investigação pelo Ministério Público do Amazonas. Até as 17h de quinta (16), 140 pacientes tinham recebido alta e oito seguiam internados.
O vazamento de monômero de estireno na Unidade 4 da petroquímica Innova, no Distrito Industrial de Manaus, começou na tarde de quarta-feira (15) após superaquecimento de um tanque de armazenamento. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), 149 pessoas procuraram atendimento com sintomas de falta de ar, náuseas, dor de cabeça, tontura e desmaios; até as 17h de quinta-feira (16), 140 haviam recebido alta e oito permaneciam internadas. O Corpo de Bombeiros controlou o vazamento por volta das 17h36, com dez viaturas e 35 homens. Um óbito foi registrado no período: a SES-AM informou que "o paciente apresentava doença respiratória crônica e já havia sido atendido anteriormente por dificuldades respiratórias" e que, "após avaliação médica, não foi constatada relação direta entre o óbito e o vazamento químico".
A Prefeitura de Manaus decretou estado de alerta, instaurou gabinete de crise e autuou a empresa em R$ 4.554.300, equivalente a 30 mil Unidades Fiscais do Município, dando prazo de 20 dias para apresentação de relatórios técnicos de segurança, plano de contingência, atendimento emergencial e drenagem. Henrique Marinheiro, diretor jurídico da Semmas, afirmou que "os resultados preliminares apontam que o índice ainda está acima do limite em que o ser humano deve ser exposto". A Innova declarou que os tanques sofreram "elevação anormal de temperatura, liberando vapores de forma controlada pelos próprios dispositivos de segurança do equipamento" e que não houve "risco à saúde das pessoas e contaminação ambiental". O MP do Amazonas instaurou procedimento (Notícia de Fato nº 01.2026.00005936-8) para apurar causas, impactos ambientais e responsabilidades. O governo do Amazonas manteve suspensas nesta sexta (17) as aulas em 12 escolas estaduais próximas ao Distrito Industrial.
Fonte: Prefeitura de Manaus (Semmas).