Em Bangu, Lula diz que governo não vai "matar 100 ou 200", mas vai "prender"
Presidente discursou em ato de campanha no Rio ao lado de Eduardo Paes e cobrou do Senado a aprovação da PEC da Segurança Pública, que cria um Ministério da Segurança e uma Força Especial Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no sábado (22), em ato de campanha em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, que a política de segurança do seu governo vai priorizar a prisão de criminosos em vez de operações de confronto. "Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200, não", disse.
A frase completa foi: “Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200, não! Vamos prender e dizer: 'A rua é do povo, a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo, não é dos bandidos'”. O presidente também afirmou que o combate ao crime organizado precisa devolver o território à população — “Nós vamos tirar o bandido do território de vocês” — e discursou ao lado do candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD). Participaram ainda a primeira-dama Janja, a senadora Benedita da Silva (PT), o senador Pedro Paulo (PSD) e o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Lula cobrou a aprovação da PEC da Segurança Pública, que está no Senado sob relatoria de Rogério Carvalho (PT-SE) depois de ser aprovada em dois turnos pela Câmara. Pelo texto, seriam criados um Ministério da Segurança Pública e uma Força Especial Federal, com reforço às polícias Federal e Rodoviária Federal. No mesmo dia, e também no Rio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez ato de campanha com discurso centrado em segurança pública, apresentando uma agenda inspirada no modelo do presidente salvadorenho Nayib Bukele — o assunto que domina a disputa presidencial no estado.

Fonte: Poder360.