EUA anunciam revisão das tropas na Europa e cobram que aliados parem de 'pegar carona'
Secretário de Defesa Pete Hegseth abre revisão de seis meses da presença militar americana e exige gasto mínimo de 3,5% do PIB dos países da OTAN.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou uma revisão de seis meses da presença militar americana na Europa e cobrou dos aliados da OTAN que assumam a responsabilidade primária pela própria defesa.
Em discurso em Bruxelas nesta quinta-feira (18), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão de seis meses da postura de força e das bases americanas na Europa, com o objetivo declarado de garantir que a OTAN caminhe "de forma rápida e irreversível" para que os europeus assumam a defesa do próprio continente. Ele exigiu um gasto militar mínimo de 3,5% do PIB dos aliados e chegou a ameaçar reter parte das contribuições dos EUA caso os países "caroneiros" não cumpram as metas. Em maio, o Pentágono já havia anunciado a retirada de 5 mil militares da Alemanha.
O recado é a tradução prática da tese de que cada nação deve pagar pela própria segurança: "alguns países vão falhar, outros vão passar com louvor", disse Hegseth, que elogiou Filipinas, Austrália, Indonésia, Malásia e Cingapura por dividirem o ônus da defesa. O movimento pressiona a Europa a investir mais e reabre a discussão sobre a reconfiguração da aliança ocidental — com risco real para quem se acostumou a contar com o guarda-chuva americano.
Fonte: Al Jazeera.