EUA bombardeiam dezenas de alvos da Guarda Revolucionária após ataque iraniano a base na Jordânia
Centcom diz ter interceptado todos os mísseis balísticos disparados pelo Irã na terça (28) e revidou na madrugada de quinta (30) contra centros de comando e instalações de drones; mídia estatal iraniana relata três mortos na ilha de Qeshm
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter atingido dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã, na madrugada de quinta-feira (30), em resposta ao disparo de mísseis balísticos iranianos contra uma base americana na Jordânia.
Segundo o Centcom, forças da Guarda Revolucionária lançaram mísseis balísticos do Irã "em uma tentativa de ataque surpresa contra forças americanas baseadas no Oriente Médio", na terça-feira (28). Em comunicado publicado na conta oficial do comando no X, os militares afirmaram que todos os mísseis foram interceptados e que não houve vítimas.
O alvo foi uma base militar americana na Jordânia, segundo autoridades dos Estados Unidos citadas pelo site Axios. O Centcom classificou o disparo como tentativa de ofensiva surpresa e afirmou que ele veio depois de mais de 30 ataques com drones comandados pela Guarda Revolucionária nas 72 horas anteriores.
A retaliação americana durou cerca de duas horas, na madrugada de quinta-feira (30), e atingiu "dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica", entre centros de comando militar e instalações de drones. O comando afirmou que a ação buscava "diminuir ainda mais as ameaças representadas pelo Irã e seus aliados às forças americanas, à navegação comercial e aos países vizinhos do Golfo".
A mídia estatal iraniana noticiou que três pessoas morreram em ataques americanos na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.
Na segunda-feira (27), o presidente Donald Trump havia dito que existiam "boas chances" de acordo entre os dois países, depois de dois dias seguidos sem disparos, e sinalizado que os bombardeios seriam retomados caso as negociações fracassassem. Depois do ataque iraniano, afirmou que puniria o Irã severamente, mas disse seguir em busca de um acordo de paz. O conflito entre os dois países dura cinco meses.
Fontes: Poder360, CNN Brasil e Band.