EUA sancionam cinco empresas e oito militares cubanos por compra de armamento na Rússia e na China
Departamento de Estado designou subsidiárias do conglomerado militar GAESA e oficiais das Forças Armadas cubanas, entre eles o ministro Álvaro López Miera e os adidos militares em Moscou e Pequim
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (6) sanções contra cinco entidades e oito indivíduos cubanos apontados como responsáveis por viabilizar a compra de armamento e equipamento militar no exterior para as Forças Armadas e os órgãos de segurança do regime de Havana.
Entre as empresas designadas está a Empresa Cubana Importadora y Exportadora de Productos Técnicos (Tecnoimport), subsidiária do conglomerado militar GAESA que importa equipamento militar em nome do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (Minfar) e já intermediou a aquisição de material militar na China e na Rússia. Também entraram na lista a Sociedad Mercantil Duna S.A., igualmente ligada à importação de equipamento militar russo e chinês, a União de Indústria Militar, holding responsável pela produção e reparo de armamento para as Forças Armadas, a Empresa Militar Industrial Yuri Gagarin e a Tecnotex. Entre as pessoas designadas estão o ministro das Forças Armadas, Álvaro López Miera, o chefe do Estado-Maior General, Roberto Legrá Sotolongo, e os adidos militares de Cuba na Rússia e na China. O Minfar e o GAESA já haviam sido sancionados pelos EUA em junho e maio deste ano, respectivamente.
As designações foram feitas com base na ordem executiva 14404, de 1º de maio de 2026, que autoriza sanções contra estrangeiros ligados à repressão em Cuba e a ameaças à segurança nacional americana. Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo Trump "está tomando novas medidas para proteger nossa segurança nacional ao sancionar entidades e indivíduos que facilitam as relações militares de Havana e o envio de armas ao regime cubano". As ações também dão sequência ao relatório do departamento publicado em 20 de julho, que documenta as parcerias do regime cubano com Rússia e China no fornecimento de equipamento militar e tecnologia de vigilância.