EUA sancionam oito empresas e três coronéis de Cuba e miram o níquel e a indústria militar do regime
Marco Rubio acusa a elite militar cubana de se apropriar das riquezas da ilha enquanto a população vive sem energia e sem comida
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (17) sanções contra 11 alvos ligados ao regime de Cuba: quatro estatais do setor de níquel, quatro empresas militares dedicadas a pesquisa e desenvolvimento de armas, capacidades navais e simulação de combate, e três oficiais das Forças Armadas Revolucionárias que as dirigem.
“Por décadas, o regime cubano canalizou todos os recursos da ilha para as mãos de uma elite militar estreita e corrupta, deixando os cubanos comuns sem energia confiável, comida ou dignidade”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio. No setor de níquel, uma das principais fontes de divisas do regime, foram atingidas a SERCONI, que fornece serviços à indústria, a CEPRONIQUEL, de engenharia e projetos, o centro de pesquisas CEDINIQ e a mineradora Pinares S.A.
Na área militar, entraram na lista os centros SIMPRO (simuladores), CIDNAV (pesquisa naval), CIDAI (armamento de infantaria) e GELCOM (eletrônica e comunicações), além de seus diretores: o coronel sênior Joaquín Francisco Cancio Monteagudo, o capitão Dioglis Pedrera Argüello e o coronel sênior Julio Hurtado Betancourt.
As designações se baseiam na Ordem Executiva 14404, que autoriza sanções amplas contra quem sustenta o aparato de segurança cubano e contra responsáveis pela repressão na ilha. Bens e interesses dos alvos sob jurisdição americana ficam bloqueados, e transações com eles passam a ser proibidas a cidadãos e empresas dos EUA. “O presidente Trump continua comprometido com uma Cuba governada por seu povo, não por uma classe militar que trata o futuro da ilha como herança particular”, disse Rubio. O pacote amplia a ofensiva econômica de Washington contra o regime iniciada neste ano.