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FMI elogia o Pix e cobra autonomia orçamentária para o Banco Central

Relatório de estabilidade financeira aponta sistema resiliente, mas alerta para falta de pessoal na supervisão e risco crescente de fraudes digitais

Redação Voz Conectada ·2 min
FMI elogia o Pix e cobra autonomia orçamentária para o Banco Central
Banco Central do Brasil — Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Edifício-sede do Banco Central, em Brasília — arquivo.

O Fundo Monetário Internacional divulgou nesta quinta-feira (23) a Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (FSSA) do Brasil, na qual elogia o Pix e defende plena autonomia orçamentária para o Banco Central. Segundo o documento, elaborado em parceria com o Banco Mundial após missões técnicas realizadas no país entre dezembro de 2025 e março de 2026, o sistema financeiro brasileiro é resiliente, mas enfrenta desafios que exigem fortalecimento das instituições de supervisão.

Na avaliação do FMI, o Pix consolidou-se como importante instrumento de inclusão financeira, ampliação da concorrência e digitalização do mercado bancário, ao acelerar a transformação digital do setor, impulsionar o crescimento dos bancos digitais e reduzir a concentração bancária. O fundo pondera, porém, que o avanço acelerado dos pagamentos instantâneos amplia riscos cibernéticos e de fraudes, o que exige capacidade de supervisão à altura. Por isso, recomenda conceder “plena autonomia orçamentária ao Banco Central do Brasil” e reforçar sua estrutura para preservar a estabilidade do sistema.

Entre os desafios apontados, o relatório cita restrições de pessoal nos órgãos supervisores, falta de proteção jurídica aos servidores e limitações de autoridade legal — pontos que, na visão do fundo, precisam ser corrigidos para sustentar a solidez do sistema diante da expansão do setor financeiro. No mesmo documento, o FMI projeta crescimento de 2,4% para o Produto Interno Bruto brasileiro em 2026 e de 2,2% em 2027.

A defesa da autonomia do Banco Central por um organismo internacional reforça o argumento, caro à agenda liberal, de blindar a autoridade monetária de ingerências políticas e orçamentárias.

Fonte: Agência Brasil.

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