Fulton Sheen, o arcebispo que enfrentou o comunismo na TV, é declarado beato nos EUA
Cardeal Luis Tagle, representando o papa Leão XIV, leu o decreto diante de cerca de 50 mil fiéis em St. Louis; Sheen é o primeiro bispo nascido nos Estados Unidos a ser beatificado
O arcebispo americano Fulton J. Sheen (1895-1979), pioneiro da evangelização pelo rádio e pela televisão, foi declarado beato nesta quinta-feira (24) em missa no estádio The Dome at America's Center, em St. Louis, no Missouri.
O cardeal Luis Antonio Tagle, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, presidiu a cerimônia em St. Louis como representante do papa Leão XIV e leu em latim o decreto de beatificação, depois lido em inglês pelo bispo de Peoria, Louis Tylka. Segundo os organizadores, cerca de 50 mil pessoas acompanharam a celebração. A festa litúrgica do novo beato será em 9 de dezembro, data de sua morte. Sheen é o primeiro bispo nascido nos Estados Unidos a chegar aos altares.
O milagre reconhecido pela Santa Sé é a recuperação de James Fulton Engstrom, que nasceu em 2010 sem batimentos cardíacos e ficou 61 minutos sem pulso até ser reanimado, depois de a família pedir a intercessão do arcebispo. Hoje adolescente, ele levou uma relíquia de Sheen ao altar durante a missa. Nos anos 1950, o programa de TV “Life Is Worth Living” chegou a cerca de 30 milhões de espectadores por semana e rendeu a Sheen um Emmy. Em mensagem oficial, o presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump destacaram que ele usou a mídia para “falar a verdade” e se opor ao comunismo.
Para a canonização, será preciso reconhecer um segundo milagre.