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Trump recebe Xi na Casa Branca e EUA estendem trégua comercial com a China até janeiro

Scott Bessent anunciou que o acordo de Busan, que venceria em 10 de novembro, vale até 10 de janeiro; Pequim fala em “novo arranjo” e cobra dos EUA oposição à independência de Taiwan

Redação Voz Conectada ·2 min
Trump recebe Xi na Casa Branca e EUA estendem trégua comercial com a China até janeiro
Margo Martin/Casa Branca (domínio público, via Wikimedia Commons)

O presidente Donald Trump recebeu o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca nesta quinta-feira (24), um dia depois de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciar que a trégua comercial entre os dois países foi prorrogada por dois meses, até 10 de janeiro.

Trump e Xi se reuniram no Salão Oval e participaram de jantar de Estado no East Room. Na véspera, em entrevista à Fox News, Bessent anunciou que o chamado acordo de Busan será estendido. A trégua, fechada em outubro de 2025 na Coreia do Sul, mantém tarifas mais baixas e o fluxo de terras raras chinesas e venceria em 10 de novembro; segundo o secretário, agora vale até 10 de janeiro.

“Isso nos dá mais tempo para ver o que podemos fazer na frente econômica”, disse Bessent, que antes negociou em Nova York com o vice-premiê chinês He Lifeng e afirmou que Pequim ainda precisa cumprir compromissos pendentes.

O comunicado oficial da chancelaria chinesa diz que as equipes econômicas chegaram a um “novo arranjo conjunto” e que Trump defendeu seguir negociando para alcançar “um acordo ainda melhor”. Xi pediu que Washington “se oponha à independência de Taiwan” e trate a questão “com cautela”; a posição oficial americana sobre a ilha não mudou. Os dois líderes também falaram de inteligência artificial, Oriente Médio, Ucrânia e Coreia do Norte, mas não anunciaram acordo amplo sobre tarifas, terras raras ou compra de soja.

A curta duração da prorrogação foi lida por analistas como sinal de que os EUA seguem insatisfeitos com as ofertas chinesas.

Fonte: Fox News, com comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores da China, nota da Casa Branca e apuração de CNBC, Foreign Policy e Washington Examiner.

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