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Governo eleva a R$ 200 mil o teto do Move Brasil depois de liberar só R$ 3,44 bilhões dos R$ 30 bilhões previstos

Portaria conjunta do MDIC e da Fazenda, publicada em edição extra do Diário Oficial, também passa a aceitar híbridos a gasolina; alcance do programa sobe de 63% para 88% do mercado

Redação Voz Conectada ·2 min
Governo eleva a R$ 200 mil o teto do Move Brasil depois de liberar só R$ 3,44 bilhões dos R$ 30 bilhões previstos
Foto: Núcleo Editorial (CC BY 2.0) — Wikimedia Commons

O governo federal ampliou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor máximo do veículo que pode ser financiado pelo Move Brasil — Táxi e Aplicativos. A mudança saiu em portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda, publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira (19).

Pelo texto, o teto passa a considerar o valor do automóvel registrado na nota fiscal, e a lista de veículos elegíveis é ampliada: além dos elétricos, dos bicombustíveis e dos movidos exclusivamente a etanol, entram os híbridos que combinam motor elétrico e motor a combustão movido a álcool, gasolina ou ambos — até então o programa só aceitava híbridos flex. Segundo o MDIC, a elevação do teto amplia o alcance potencial do critério econômico de cerca de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas de automóveis, com base nos emplacamentos de 2025 registrados pela Fenabrave.

A flexibilização vem depois de o programa ficar bem abaixo do prometido. Segundo balanço divulgado nesta semana e noticiado por Poder360 e CNN Brasil, foram liberados cerca de R$ 3,44 bilhões de um total anunciado de R$ 30 bilhões em crédito — pouco mais de 11% do previsto. O comunicado oficial do MDIC não menciona a baixa adesão e destaca apenas o ganho de alcance e a eficiência energética dos híbridos, com redução média próxima de 24% no consumo em relação a versões convencionais equivalentes, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular de 2026.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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