IGP-DI recua 0,86% em julho e acumula alta de apenas 2,77% em 12 meses, puxado por minério e boi gordo
Índice da FGV divulgado nesta sexta-feira (7) aprofunda a deflação de junho (-0,79%); no atacado, minério de ferro caiu 3,7% e o boi gordo, 3,6%, enquanto alimentação e transportes puxaram o índice ao consumidor para baixo
O Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,86% em julho de 2026, informou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. O resultado aprofunda a queda de 0,79% registrada em junho. No ano, o índice acumula alta de 2,12%, e em 12 meses, de 2,77%.
O movimento vem do atacado. O IPA-DI, índice de preços ao produtor que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,31% no mês. Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, as quedas acentuadas na indústria extrativa mantiveram o IPA-DI em terreno negativo em julho, com destaque para o minério de ferro, que recuou 3,7%, e o boi gordo, com queda de 3,6%. No componente ao consumidor, os grupos alimentação e transportes lideraram as variações negativas.
O IGP-DI é o mais antigo indicador de preços do país e combina, com pesos fixos, preços no atacado (60%), ao consumidor (30%) e na construção civil (10%). Os índices gerais da FGV são referência de reajuste em contratos de aluguel, energia, telecomunicações e concessões. O IGP-DI não se confunde com o IPCA, índice de preços ao consumidor que serve de referência para a meta perseguida pelo Banco Central.
Fontes: FGV IBRE — IGP-DI de julho de 2026 · Forbes Brasil · Diário do Comércio.