Produção industrial no Brasil avança 0,20% em julho, diz IBGE
Resultado do IBGE ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,6%; o setor acumula avanço de 1,1% no ano e a média móvel trimestral continua em terreno negativo
A produção industrial no Brasil avançou 0,20% em julho em relação ao mês anterior, interrompendo dois meses de perdas, mas recuou 0,50% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial voltou a registrar crescimento em julho depois de dois meses de perdas, mas iniciou o terceiro trimestre com um desempenho abaixo do esperado.
Os resultados ficaram aquém das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas, que projetavam crescimento de 0,6% no mês e estagnação na base anual.
Em julho, as influências positivas de maior destaque foram dadas por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%), produtos alimentícios (1,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), com as três categorias interrompendo dois meses consecutivos de queda na produção.
Na outra ponta, a produção das indústrias extrativas, com queda de 1% sobre junho, exerceu o principal impacto negativo no mês ao marcar a terceira taxa negativa consecutiva. Também se destacaram negativamente impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).
Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (3,2%), bens de capital (2,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) apresentaram ganhos, enquanto o segmento de bens intermediários (-0,2%) assinalou o único resultado negativo em julho.
A indústria iniciou o ano com resultados positivos, mas passou a perder força na metade do segundo trimestre pressionada por produtos derivados do petróleo. A política monetária restritiva, com a taxa Selic atualmente em 14,0%, deve continuar pesando sobre o setor.
Fonte: infomoney.com.br.