Lula aperta o passo pela escala 6x1 antes do fim do mandato
Presidente reafirma compromisso com votação no Senado ainda em 2026 e amplia agenda de reformas políticas
A cinco dias do primeiro turno eleitoral, Lula sinalizou para aliados que pretende acelerar a aprovação da PEC que extingue a escala 6x1 no Senado antes da posse do próximo presidente. A promessa, feita em conversa com influenciadores digitais, integra um pacote maior de reformas que inclui mudanças
O timing é estratégico. Ao reafirmar o compromisso com o fim da escala 6x1 faltando dias para a eleição, Lula tenta consolidar apoio junto a setores progressistas e trabalhistas, bases tradicionais do PT. A PEC já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no plenário do Senado — uma votação que, se aprovada, entraria para o histórico político como vitória de seu governo.
O que chama atenção é o prazo: Lula quer tudo resolvido ainda em 2026, antes da posse do próximo presidente. Isso significa pressionar uma votação delicada no Senado num cenário de transição de poder, onde negociações ficam mais complexas. A escala 6x1 é tema polarizador — trabalhadores e sindicatos cobram mudanças há anos, enquanto setores empresariais temem impacto nos custos operacionais.
O presidente também expandiu o leque de propostas para um eventual novo mandato. Além da escala, citou mandatos para juízes de tribunais superiores e novos critérios para escolha de ministros do STF. A reforma do Judiciário, tema de interesse amplo no Congresso, aparece como resposta às críticas sobre independência institucional — preocupação que não é exclusividade da esquerda.
Numericamente, a PEC da escala 6x1 carece de força suficiente no Senado para garantia de aprovação iminente. A votação dependerá de negociação com senadores de diferentes espectros, muitos deles sensíveis aos apelos empresariais. Lula aposta na mobilização social e no desgaste político de eventuais opositores para virar votos.
O ganho político real virá se a votação acontecer e prosperar ainda em 2026. Caso contrário, a promessa reiterada se tornará mais um compromisso adiado — e isso pesaria nas avaliações de campanha antes do segundo turno eleitoral.
Com informações de www.correiobraziliense.com.br (fonte no link).