Lula negocia votação da PEC que acaba com escala 6x1 após primeiro turno
Cúpula do Senado sinaliza avanço na proposta que exige 49 votos em dois turnos
O presidente Lula conseguiu acordo nos bastidores para pautar a votação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6x1 entre o primeiro e segundo turnos das eleições. A medida, que permanecia travada na agenda legislativa, ganha impulso político com o calendário eleitoral como pressã
A proposta de fim da escala 6x1 — regime que obriga trabalhadores a cumprir seis dias de trabalho por um de descanso — é um compromisso de campanha do presidente e vinha emperrando no Senado apesar de aprovação prévia na Comissão de Constituição e Justiça. Como se trata de PEC, exige o patamar alto de 49 votos favoráveis em dois turnos no plenário. O governo já havia tentado acelerar a votação antes do primeiro turno sem sucesso, e agora a cúpula do Senado, sob sinalização positiva, sinalizou que Davi Alcolumbre deverá incluir o tema na pauta.
O timing político é claro: a votação está marcada para ocorrer entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, um período em que a máquina governamental está mobilizada e a população acompanha mais de perto as decisões legislativas. Integrantes do governo receberam essa sinalização positiva nos últimos dias, conforme apurado pela CNN Brasil. A possibilidade de uma sessão na semana seguinte ao primeiro turno está em discussão, embora ainda não haja data confirmada.
Do ponto de vista prático, o fim da escala 6x1 beneficiaria milhões de trabalhadores em setores como comércio, serviços e logística — áreas que concentram grande volume de pessoas nesse regime. A mudança toca numa questão visceral: o direito ao descanso e à vida fora do trabalho. Para o Planalto, aprovar essa medida antes do segundo turno é um trunfo político relevante, capaz de mobilizar eleitores que se identificam com pautas trabalhistas.
No Paraná, o estado com economia forte em serviços e comércio, uma mudança desse porte afetaria diretamente a rotina de trabalho em supermercados, restaurantes, oficinas e centros de logística — segmentos importantes da economia local. A redução da jornada impactaria custos operacionais de empresas e poderia alterar dinâmicas de contratação, tema que merece acompanhamento entre sindicatos e empresários paranaenses.
Com informações de revistaforum.com.br (fonte no link).