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Coluna de Opinião

Lula negocia votação da PEC que acaba com escala 6x1 após primeiro turno

Cúpula do Senado sinaliza avanço na proposta que exige 49 votos em dois turnos

Rafael Antunes ·2 min
Lula negocia votação da PEC que acaba com escala 6x1 após primeiro turno
Foto: revistaforum.com.br

O presidente Lula conseguiu acordo nos bastidores para pautar a votação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6x1 entre o primeiro e segundo turnos das eleições. A medida, que permanecia travada na agenda legislativa, ganha impulso político com o calendário eleitoral como pressã

A proposta de fim da escala 6x1 — regime que obriga trabalhadores a cumprir seis dias de trabalho por um de descanso — é um compromisso de campanha do presidente e vinha emperrando no Senado apesar de aprovação prévia na Comissão de Constituição e Justiça. Como se trata de PEC, exige o patamar alto de 49 votos favoráveis em dois turnos no plenário. O governo já havia tentado acelerar a votação antes do primeiro turno sem sucesso, e agora a cúpula do Senado, sob sinalização positiva, sinalizou que Davi Alcolumbre deverá incluir o tema na pauta.

O timing político é claro: a votação está marcada para ocorrer entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, um período em que a máquina governamental está mobilizada e a população acompanha mais de perto as decisões legislativas. Integrantes do governo receberam essa sinalização positiva nos últimos dias, conforme apurado pela CNN Brasil. A possibilidade de uma sessão na semana seguinte ao primeiro turno está em discussão, embora ainda não haja data confirmada.

Do ponto de vista prático, o fim da escala 6x1 beneficiaria milhões de trabalhadores em setores como comércio, serviços e logística — áreas que concentram grande volume de pessoas nesse regime. A mudança toca numa questão visceral: o direito ao descanso e à vida fora do trabalho. Para o Planalto, aprovar essa medida antes do segundo turno é um trunfo político relevante, capaz de mobilizar eleitores que se identificam com pautas trabalhistas.

No Paraná, o estado com economia forte em serviços e comércio, uma mudança desse porte afetaria diretamente a rotina de trabalho em supermercados, restaurantes, oficinas e centros de logística — segmentos importantes da economia local. A redução da jornada impactaria custos operacionais de empresas e poderia alterar dinâmicas de contratação, tema que merece acompanhamento entre sindicatos e empresários paranaenses.

Com informações de revistaforum.com.br (fonte no link).

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