Lula posa com petróleo nas mãos na Margem Equatorial, mas Petrobras admite não saber quanto há no poço
Estatal confirma presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, na costa do Amapá; presidente da empresa diz que volume e viabilidade econômica só serão conhecidos ao fim da fase exploratória
Em visita à sonda NS-42, na Foz do Amazonas, Lula transformou a descoberta de petróleo em ato político ao lado de ministros e do presidente do Senado. A Petrobras, porém, reconhece que ainda não há estimativa de volume nem de qualidade do óleo.
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17), em comunicado oficial da Agência Petrobras, a visita da presidente da estatal, Magda Chambriard, à sonda NS-42, que faz a pesquisa exploratória do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Margem Equatorial. A comitiva incluiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — este último articulador histórico da liberação da perfuração na região.
A empresa informa ter descoberto a presença de hidrocarbonetos na área, sem divulgar volumes.
O tom do evento, a poucas semanas do início oficial da campanha eleitoral, foi de comemoração: Lula exibiu as mãos sujas de óleo para as câmeras e afirmou que “o que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras”. A cautela veio da própria estatal. Magda Chambriard resumiu a situação com a frase “tem petróleo, mas não sabemos quanto”, lembrando que a fase exploratória — na qual se perfuram poços e se avaliam amostras — é justamente a etapa que ainda vai determinar volume, qualidade e viabilidade econômica da descoberta. Nenhum cronograma de produção foi anunciado.
A Margem Equatorial é hoje a principal aposta exploratória da companhia, e o resultado do Morpho é o primeiro indício concreto de óleo na porção brasileira da bacia — o que não se confunde, por ora, com reserva comprovada.
Fonte: Agência Petrobras.