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Lula posa com petróleo nas mãos na Margem Equatorial, mas Petrobras admite não saber quanto há no poço

Estatal confirma presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, na costa do Amapá; presidente da empresa diz que volume e viabilidade econômica só serão conhecidos ao fim da fase exploratória

Redação Voz Conectada ·2 min
Lula posa com petróleo nas mãos na Margem Equatorial, mas Petrobras admite não saber quanto há no poço
Agência Petrobras/Divulgação

Em visita à sonda NS-42, na Foz do Amazonas, Lula transformou a descoberta de petróleo em ato político ao lado de ministros e do presidente do Senado. A Petrobras, porém, reconhece que ainda não há estimativa de volume nem de qualidade do óleo.

A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17), em comunicado oficial da Agência Petrobras, a visita da presidente da estatal, Magda Chambriard, à sonda NS-42, que faz a pesquisa exploratória do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Margem Equatorial. A comitiva incluiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — este último articulador histórico da liberação da perfuração na região.

A empresa informa ter descoberto a presença de hidrocarbonetos na área, sem divulgar volumes.

O tom do evento, a poucas semanas do início oficial da campanha eleitoral, foi de comemoração: Lula exibiu as mãos sujas de óleo para as câmeras e afirmou que “o que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras”. A cautela veio da própria estatal. Magda Chambriard resumiu a situação com a frase “tem petróleo, mas não sabemos quanto”, lembrando que a fase exploratória — na qual se perfuram poços e se avaliam amostras — é justamente a etapa que ainda vai determinar volume, qualidade e viabilidade econômica da descoberta. Nenhum cronograma de produção foi anunciado.

A Margem Equatorial é hoje a principal aposta exploratória da companhia, e o resultado do Morpho é o primeiro indício concreto de óleo na porção brasileira da bacia — o que não se confunde, por ora, com reserva comprovada.

Fonte: Agência Petrobras.

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