MDIC diz que novas tarifas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras ao país
Nota do ministério detalha que 16,5% das vendas ao mercado americano passam a sofrer as duas sobretaxas somadas, de 37,5%, e que 52,7% seguem sem tarifa adicional específica contra o Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou nesta sexta-feira (24) que, somadas, as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos em julho alcançam 23,1% das exportações brasileiras ao país. Segundo a nota, 16,5% das vendas são atingidas simultaneamente pelas duas medidas, o que resulta em taxação de 37,5%; 1,9% é afetada apenas pela tarifa de 25% da Seção 301 dirigida ao Brasil; e 4,7% responde exclusivamente pela sobretaxa de 12,5% aplicada a 60 dos maiores parceiros comerciais americanos.
Pelo levantamento do ministério, entre os produtos atingidos apenas pela sobretaxa de 12,5% estão obras de pedra e gesso, minerais, óleos essenciais e produtos de perfumaria e pescados; o açúcar aparece entre os itens sujeitos somente à tarifa de 25%. Outros 52,7% das exportações brasileiras aos Estados Unidos permanecem sem tarifa setorial ou específica adicional contra o Brasil. A medida da Seção 301 dirigida ao país entrou em vigor em 22 de julho e não se aplica a mercadorias embarcadas e em trânsito antes dessa data, desde que entrem em território americano até 29 de julho.
O ministério registra que o movimento ocorre em ambiente de incerteza crescente sobre a política comercial americana, marcada pela ampliação de instrumentos tarifários e por revisões frequentes das condições de acesso ao mercado. As exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025 e somaram US$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 13% em relação a igual período do ano anterior.
Fonte: Diário do Grande ABC.