Milei quer 'shutdown' à americana na Argentina para travar gastos e blindar o superávit
Pacote de reformas também proíbe, com pena criminal, que o Banco Central financie o Tesouro imprimindo dinheiro
O presidente argentino Javier Milei anunciou em 8 de julho de 2026 que enviará ao Congresso um projeto de lei criando um mecanismo de paralisação do Estado inspirado no modelo dos Estados Unidos: esgotada a verba autorizada no orçamento, o Executivo ficaria proibido de continuar gastando. 'Quando você esgota o orçamento, não pode gastar mais, e o Estado se apaga', resumiu o mandatário. Hoje, na ausência de uma lei orçamentária aprovada, a Argentina simplesmente prorroga de forma automática as dotações do ano anterior — foi assim que Milei governou seus dois primeiros anos. A medida integra um pacote mais amplo de reformas econômicas com o qual o governo pretende relançar a gestão após o escândalo de corrupção que derrubou o ex-chefe de Gabinete Manuel Adorni, agora substituído por Diego Santilli. O texto prevê ainda uma reforma da carta orgânica do Banco Central, com penalidades criminais para vedar o financiamento do Tesouro via emissão monetária, além de mudanças na lei de mercado de capitais, uma segunda etapa de regularização de ativos, a desregulamentação do mercado de seguros e novas regras fiscais. O governo ainda não divulgou o texto integral nem esclareceu como serviços essenciais como saúde, segurança, educação e Justiça seriam afetados caso o orçamento se esgotasse antes de o Congresso aprovar novos recursos.
O presidente argentino Javier Milei anunciou em 8 de julho de 2026 que enviará ao Congresso um projeto de lei criando um mecanismo de paralisação do Estado inspirado no modelo dos Estados Unidos: esgotada a verba autorizada no orçamento, o Executivo ficaria proibido de continuar gastando. 'Quando você esgota o orçamento, não pode gastar mais, e o Estado se apaga', resumiu o mandatário. Hoje, na ausência de uma lei orçamentária aprovada, a Argentina prorroga de forma automática as dotações do ano anterior — foi assim que Milei governou seus dois primeiros anos.
A medida integra um pacote mais amplo de reformas com o qual o governo pretende relançar a gestão após o escândalo de corrupção que derrubou o ex-chefe de Gabinete Manuel Adorni, substituído por Diego Santilli. O texto prevê ainda uma reforma da carta orgânica do Banco Central, com penalidades criminais para vedar o financiamento do Tesouro via emissão monetária, além de mudanças na lei de mercado de capitais, uma segunda etapa de regularização de ativos, a desregulamentação do mercado de seguros e novas regras fiscais.
O governo ainda não divulgou o texto integral nem esclareceu como serviços essenciais como saúde, segurança, educação e Justiça seriam afetados caso o orçamento se esgotasse antes de o Congresso aprovar novos recursos.
Fonte: MercoPress.