UE corre para congelar teto do petróleo russo antes de 15 de julho e evitar alta a US$ 58
Sem acordo, o limite subiria automaticamente de US$ 44,10 para cerca de US$ 58 por barril; Bulgária, Portugal e Alemanha travam o 21º pacote de sanções
A União Europeia entrou em corrida contra o relógio para aprovar, até 15 de julho de 2026, o congelamento do teto de preço sobre o petróleo russo, informou a Euronews em 10 de julho. Pelas regras vigentes, o limite — hoje em US$ 44,10 por barril — deve ser revisado a cada seis meses para se manter 15% abaixo do preço médio de mercado. Como as cotações dispararam após o fechamento do Estreito de Ormuz em meio à guerra no Oriente Médio, a revisão automática empurraria o teto para cerca de US$ 58 o barril, algo que Bruxelas considera 'desastroso' por elevar a receita de Moscou. A Comissão Europeia propõe adiar a próxima revisão para janeiro de 2027. A medida faz parte do 21º pacote de sanções, que inclui ainda restrições à venda de navios metaneiros (GNL), proibições de entrada a militares russos e vetos à importação de bacalhau e escamudo russos — tudo dependente de aprovação unânime dos 27. A Bulgária é o principal obstáculo, por se opor a sanções ao patriarca Kirill e ao oligarca Vagit Alekperov; Portugal e Alemanha resistem ao veto ao pescado, e França e Itália, às restrições de entrada. 'Precisamos das sanções mais rígidas possíveis, incluindo o teto de preço', declarou o comissário de Energia, Dan Jørgensen. Fontes admitem que a adoção pode escorregar para o outono europeu.
A União Europeia entrou em corrida contra o relógio para aprovar, até 15 de julho de 2026, o congelamento do teto de preço sobre o petróleo russo, informou a Euronews em 10 de julho. Pelas regras vigentes, o limite — hoje em US$ 44,10 por barril — deve ser revisado a cada seis meses para se manter 15% abaixo do preço médio de mercado.
Como as cotações dispararam após o fechamento do Estreito de Ormuz em meio à guerra no Oriente Médio, a revisão automática empurraria o teto para cerca de US$ 58 o barril, algo que Bruxelas considera desastroso por elevar a receita de Moscou. A Comissão Europeia propõe adiar a próxima revisão para janeiro de 2027.
A medida faz parte do 21º pacote de sanções, que inclui restrições à venda de navios metaneiros (GNL), proibições de entrada a militares russos e vetos à importação de bacalhau e escamudo russos — tudo dependente de aprovação unânime dos 27. A Bulgária é o principal obstáculo, por se opor a sanções ao patriarca Kirill e ao oligarca Vagit Alekperov; Portugal e Alemanha resistem ao veto ao pescado, e França e Itália, às restrições de entrada.
'Precisamos das sanções mais rígidas possíveis, incluindo o teto de preço', declarou o comissário de Energia, Dan Jørgensen. Fontes admitem que a adoção pode escorregar para o outono europeu.
Fonte: Euronews.