Moraes manda cancelar passaportes de Flávio Bolsonaro, que deixa o Brasil e chega aos Estados Unidos
Decisão do STF ocorre em inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; defesa e aliados falam em perseguição política.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retenção dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois do segundo turno, e o senador deixou o país na terça-feira (27).
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retenção dos passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o proibiu de deixar o território brasileiro. A decisão foi tomada depois do segundo turno, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, informa o Poder360. Flávio é apenas investigado e não há condenação.
O senador não entregou os documentos à Polícia Federal, e os passaportes foram cancelados. Na noite de terça-feira (27), ele e a família entraram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, às 22h50, segundo comunicado da Direção Nacional de Migrações argentina, e embarcaram às 23h30 em um voo privado com destino a Guayaquil, no Equador. O órgão afirmou que os quatro tinham documentação válida e nenhum impedimento para entrar no país.
Cidadania italiana e vistos dos EUA
A Gazeta do Povo noticiou que Flávio tem cidadania italiana desde 2023, o que, segundo a reportagem, permite viagens internacionais mesmo com o cancelamento dos passaportes brasileiros. O governo dos Estados Unidos informou que emitirá vistos ao senador, à mulher, Fernanda Bolsonaro, e às duas filhas, segundo a Jovem Pan.
Aliados do senador classificam a decisão como perseguição política. O presidente Lula comentou o caso e disse considerar vergonhosa a saída do país. O Poder360 informou ainda que um comboio de quatro carros deixou a casa de Flávio, em Brasília, na noite de segunda-feira (26), sem que fosse possível confirmar quem estava nos veículos. O Voz Conectada não localizou, até a publicação, manifestação da defesa do senador sobre o inquérito.