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NOAA confirma El Niño e projeta evento entre os mais fortes desde 1950

Boletim de 9 de julho coloca o índice Niño 3.4 em +1,2 °C e dá 97% de chance de o fenômeno seguir ativo até o começo de 2027.

Redação Voz Conectada ·2 min
NOAA confirma El Niño e projeta evento entre os mais fortes desde 1950
NOAA / Wikimedia Commons (domínio público)

O Centro de Previsão Climática da agência americana NOAA elevou oficialmente o alerta para El Niño em seu boletim de 9 de julho de 2026, confirmando que o fenômeno de aquecimento anômalo do Pacífico equatorial já está estabelecido. A leitura mais recente do índice Niño 3.4 marcou +1,2 °C e os modelos apontam 97% de probabilidade de o El Niño persistir até o início da primavera de 2027 (Hemisfério Norte). Há 63% de chance de o evento atingir a categoria 'muito forte', com índice RONI igual ou superior a +2,0 °C entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 — patamar que o colocaria ao lado dos El Niños históricos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, os mais intensos registrados desde 1950.

Em seu boletim quinzenal de 9 de julho de 2026, o Climate Prediction Center (CPC), ligado à NOAA, manteve o status de “El Niño Advisory”, que indica o fenômeno já instalado. A temperatura da superfície do mar segue acima da média no Pacífico central e leste, com o índice Niño 3.4 em +1,2 °C na medição mais recente divulgada pela agência.

Segundo o CPC, o El Niño deve ganhar força até o fim do ano, com 97% de probabilidade de continuar ativo até o início de 2027. A agência estima ainda 63% de chance de o episódio chegar à faixa “muito forte” entre novembro e janeiro, quando os desvios de temperatura do oceano podem superar +2,0 °C no índice RONI.

Caso a projeção se confirme, o evento entraria no grupo dos El Niños mais intensos já monitorados, comparável aos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16. No Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o CPTEC/INPE trabalham com o mesmo cenário: o inverno de 2026, iniciado em 21 de junho, está sendo marcado pela atuação de um El Niño forte.

Os institutos brasileiros reforçam que os impactos costumam se intensificar entre a primavera e o verão, período de máxima influência do fenômeno sobre a América do Sul. O monitoramento é atualizado a cada duas semanas pela NOAA e mensalmente pelos órgãos nacionais.

Fonte: NOAA / Climate Prediction Center.

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