ONS reduz projeção de reservatórios do Sudeste e eleva previsão de carga recorde no período seco
Principal polo de armazenamento do país deve fechar julho com 64,3% da capacidade, muito abaixo dos demais subsistemas, enquanto a demanda projetada sobe para 78.009 MW médios.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo a projeção de armazenamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste — o principal polo de energia armazenada do Sistema Interligado Nacional — que agora devem encerrar julho em 64,3% da capacidade, ante os 65,6% estimados na semana anterior. Ao mesmo tempo, o boletim divulgado entre 10 e 12 de julho elevou a previsão de crescimento da carga de energia para 2,3% (de 1,7%), com demanda média projetada em 78.009 MW médios no mês. Os demais subsistemas seguem folgados — Norte a 92,6%, Sul a 86,5% e Nordeste a 82,1% —, o que concentra a atenção sobre o Sudeste/Centro-Oeste no início do período seco.
O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do ONS para a semana de 11 a 17 de julho reduziu a projeção de energia armazenada do subsistema Sudeste/Centro-Oeste para 64,3% da capacidade ao fim de julho, ante 65,6% na estimativa anterior. A região responde pela maior parte da capacidade de estocagem do Sistema Interligado Nacional e é o ponto de maior atenção no início do período seco.
Na contramão, o operador elevou a projeção de carga de energia do país para 78.009 MW médios em julho, crescimento de 2,3% sobre julho de 2025 — revisão para cima ante os 1,7% previstos antes. O aumento é puxado por Nordeste (+8,2%) e Norte (+7,6%), enquanto Sul (+0,3%) e Sudeste/Centro-Oeste (+0,2%) ficam próximos da estabilidade.
A previsão de chuvas foi revisada para baixo no Sudeste/Centro-Oeste, de 97% para 92% da média histórica do mês, reforçando a menor reposição hídrica nos reservatórios da região. Os demais subsistemas mantêm níveis elevados: Norte com 92,6%, Sul com 86,5% e Nordeste com 82,1% de energia armazenada previstos para o fim de julho.
O Custo Marginal de Operação (CMO) projetado ficou em R$ 176,11/MWh para Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, e em R$ 289,25/MWh no Norte. A combinação de demanda mais aquecida e menor afluência tende a exigir maior acionamento de usinas térmicas — mais caras — para preservar os reservatórios ao longo da estação seca.