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Operação Termidor prende nove e bloqueia R$ 153 milhões de grupo que movimentou R$ 1 bilhão com a "guerra do dendê" no Pará

PF e Receita Federal apontam estrutura armada de furto e receptação do fruto, com apoio de servidores públicos, e suspendem 11 empresas

Redação Voz Conectada ·2 min
Operação Termidor prende nove e bloqueia R$ 153 milhões de grupo que movimentou R$ 1 bilhão com a "guerra do dendê" no Pará
Policiais federais cumprem mandado de busca na Operação Termidor, em 17/09/2026 — Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (17) a Operação Termidor contra um grupo suspeito de furtar, receptar e vender ilegalmente o fruto do dendê no Pará e de lavar os lucros. Grupos empresariais investigados movimentaram cerca de R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos, misturando dinheiro lícito e ilícito.

A ação cumpre 9 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, segundo a PF, em Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé-Açu, no Pará, e em Indaiatuba (SP). A 4ª Vara Federal Criminal do Pará determinou o bloqueio de cerca de R$ 153 milhões em bens e valores e a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades de 11 empresas.

A investigação começou a partir do conflito instalado em Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia, região de monocultura do dendê onde, segundo a PF, se formou uma estrutura criminosa armada dedicada a furtar e revender o fruto, com apoio de servidores públicos e de possíveis membros de grupo criminoso.

A Receita identificou incompatibilidade entre a capacidade econômica declarada e a movimentação dos principais investigados, pagamentos recorrentes a pessoas sem relação com o setor, mercadoria vendida sem registro de entrada em estoque e patrimônio mantido em nome de terceiros. O material apreendido será cruzado com dados fiscais e bancários. Para quem produz de forma honesta na região, o caso mostra o custo de deixar o crime organizado ocupar uma cadeia agrícola: roubo na lavoura, concorrência desleal e dinheiro sujo circulando como se fosse negócio regular.

Fonte: Poder360, com a nota oficial da Polícia Federal e registro do Times Brasil (CNBC) e do Diário do Pará.

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