Governo Lula deixará Bolsa Família sem reajuste em 2027
Proposta enviada ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões ao programa em 2027, menos que os R$ 158,6 bilhões de 2026 e os R$ 167,2 bilhões de 2025; o benefício mínimo não sobe desde o relançamento, em março de 2023
O governo propôs zero de reajuste para o Bolsa Família em 2027, com o PLOA reservando R$ 157,1 bilhões para o programa.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado ao Congresso em 31 de agosto de 2026 reserva R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família. O montante é inferior aos R$ 158,6 bilhões que constam no Orçamento de 2026 e aos R$ 167,2 bilhões projetados para 2025.
O valor médio do benefício é de R$ 678,35 por família, segundo dados de agosto de 2026. Apesar de o valor base ser de R$ 600, o total flutua por ter acréscimos a depender da configuração familiar (crianças de até 6 anos, gestantes lactantes e jovens de 7 a 18 anos).
A legislação permite a atualização dos benefícios em até 2 anos. Segundo o governo, o dispositivo autoriza o reajuste sem torná-lo obrigatório.
O Orçamento também estima restrições para reajustes de funcionários públicos em 2027. Como houve deficit primário em 2025 e há expectativa de um novo resultado negativo em 2026, será acionado o gatilho fiscal que limita o crescimento das despesas com pessoal a 0,6% acima da inflação. A regra impede, na prática, novos reajustes acima da inflação no próximo ano.
Fonte: poder360.com.br.