Petróleo sobe pela segunda semana seguida com o Estreito de Ormuz fechado pelo Irã
Brent encerrou a sexta-feira acima de US$ 93 o barril, com ganho superior a 5% na semana, diante do impasse entre Estados Unidos e Irã
O barril fechou a semana em alta pela segunda vez seguida. O Brent terminou a sexta-feira (21) a US$ 93,82, com valorização de cerca de 6% em cinco pregões, pressionado pelo bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz e pela ausência de negociação entre Estados Unidos e Irã.
O Brent, referência internacional, encerrou a sexta-feira (21) a US$ 93,82 o barril, quatro centavos acima do fechamento anterior, enquanto o WTI, referência americana, recuou seis centavos, a US$ 86,78, segundo a CNBC. Nos cinco pregões da semana, o Brent acumulou valorização de cerca de 6%.
Nos cinco dias anteriores, o Brent havia subido mais de 7% e o WTI, mais de 8% — as maiores cotações desde 24 de julho.
O que sustenta o preço é a falta de saída para a guerra entre Estados Unidos e Irã, que mantém represada a produção de Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
O acordo de paz preliminar assinado em junho expirou nesta semana sem que nenhum dos dois lados tentasse retomar as conversas. Teerã condiciona a liberação do Estreito de Ormuz ao cumprimento desse entendimento pelos americanos.
Na quarta-feira, nove navios cruzaram o estreito, o mesmo número da véspera e muito abaixo do movimento anterior à guerra, quando passava pela via o equivalente a um quinto do petróleo consumido no mundo.
Na noite de quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou Teerã com “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes” e advertiu os países que derem “qualquer tipo de suporte de vida ao Irã”. Nesta semana, os Emirados Árabes Unidos suspenderam por tempo indeterminado as transações financeiras e econômicas com o país.
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, e já matou milhares de pessoas. Desde então, além do bloqueio de Ormuz, ataques iranianos a instalações de energia no Oriente Médio desorganizaram os fluxos de petróleo e gás.
“Os dois lados estão entrincheirados, mas nenhum deles tem o luxo do tempo para o jogo de espera, num quadro de preços do petróleo em alta inexorável”, disse à CNBC o analista Tony Sycamore, do IG.
Fontes: CNBC, Angel One e Mansfield Energy.